<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057</id><updated>2011-04-21T16:01:56.017-07:00</updated><title type='text'>..</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-3261294938174744420</id><published>2008-04-14T15:33:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T15:50:18.066-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/SAPen37WZJI/AAAAAAAAAx0/287x59gxCxk/s1600-h/klo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/SAPen37WZJI/AAAAAAAAAx0/287x59gxCxk/s400/klo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189235972270089362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém gostava de nós. Vivíamos numa parte menos arejada da cidade, sem parques nem jardins nem roupas de marca reluzentes. As crianças, era normal que andassem à porrada, e que aprendessem a defender-se sozinhas antes de perderem um olho, de partirem um braço, ou ficarem sem dentes.&lt;br /&gt;A Maria era mais uma das putas de rua com quem cresci a desdenhar do amor. Que só arranjava problemas, filhos incertos e desprevenidos, doenças possessas e ataduras diversas as quais nenhum ser humano precisa. O amor dava dores de cabeça e amarguras, tudo sem qualquer sentido, tudo sem qualquer razão.&lt;br /&gt;Com a Maria, iniciei-me na partilha de cortes escondidos das finas lâminas que penetrava na pele dos braços e das pernas, quando me sentava de cócoras encostada ao radiador no desalento das noites frias. Em abandono, entregava-me ao frio cortante da lâmina, primeiro entre os dedos, depois fixando-me nos pequenos brotes de sangue que surgiam aliviados por entre os finos poros da minha pele. Estranho prazer, não o da dor, mas do alívio por me ver viva naquele sangue que surgia, do controlo que eu impunha; da profundidade na forma, de metodologia rigorosa, eficaz.&lt;br /&gt;Recordo ser muita nova e desejar o mesmo automatismo e descanso aliviado na procura do prazer carnal. Uma repetição constante que me levasse à tona da água, com garantia de sucesso. Nos momentos de desalento era apenas isso que eu queria, que a acção continuada no ritmo firme do meu braço me garantisse um alívio resplandescente e cristalino como o dos cortes. Da mesma forma, acarretava uma sensação de culpa – qual a mulher em criança que nunca se sentiu culpada por se masturbar?&lt;br /&gt;As linhas que os separam não são assim tão diferentes. Há sempre uma metodologia preferida; uma técnica. Ambos vão num crescendo rítmico até eclodirem no alívio final. Há um sensação de conforto, de plenitude. Temporariamente, está tudo bem e nem se pensa em mais nada. O cérebro como que pára, de pensar, de sentir. Tudo é ultrapassado por uma mini-caravana de contentamento.&lt;br /&gt;Para além do mais, as cicatrizes são bonitas. Uma longa lista de elementos visuais que nos recordam esses momentos de prazer e auto-controlo, uma pequena parte da nossa história pessoal, espalhada pelos braços e pernas. A visão carinhosa dessas marcas quase apaga o sentimento de culpa nelas inscrito. Por momentos, é possível vê-las como um pequeno conjunto de monumentos, troféus, da nossa capacidade de controlar uma situação, ultrapassá-la, e do dignificante prazer vencedor que isso suscita.&lt;br /&gt;Como seria bom ter assim uma pequena listagem visual, que nos acompanhasse sempre, de todos os bons e melhores orgasmos que tivémos; e como também nos arrepiaríamos, ao passar com o dedo sobre essas marcas, electrizados com as memórias desses sublimes momentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-3261294938174744420?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/3261294938174744420/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=3261294938174744420' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/3261294938174744420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/3261294938174744420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2008/04/ningum-gostava-de-ns.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/SAPen37WZJI/AAAAAAAAAx0/287x59gxCxk/s72-c/klo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-330525089726317510</id><published>2007-12-31T11:12:00.001-08:00</published><updated>2008-01-02T03:36:26.426-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/R3t2q6iw5yI/AAAAAAAAAlY/HFSo7Txv9mY/s1600-h/courbet_377x254.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/R3t2q6iw5yI/AAAAAAAAAlY/HFSo7Txv9mY/s400/courbet_377x254.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150841078469945122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a noite antes da passagem de ano. Toca o telefone, é o Jean que me convida para jantar com as suas colegas, com as quais partilha o espaço da casa e a sua gestão. Funcionam como uma família desde que se conheceram - uma rapaz e um casal lésbico. Tratam-se muito bem e suportam-se como irmãos. Eu só apareço de vez em quando e nunca permaneço por muito tempo. Com elas relaciono-me com distância, já com ele tenho mais proximidade. Admiro-os aos três, pelo que são e pelas suas opções. Sãos excepcionais, sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareci para jantar: lasanha e caldo de legumes. O jantar era modesto mas muito agradável. Éramos sete no total. Estavam lá cinco lésbicas, Jean e eu. Apenas duas das lésbicas assumiam-se também como bissexuais: Dimo e Jennie. Terminamos o jantar com chocolates e licores finos. Jennie era a mais bonita porque tinha uma expressão infantil, totalmente inocente, o que era contrariada pelos seus actos – cada palavra podia ser um convite. Jennie foi a correr para a casa de banho atender o telefone quando este tocou. Quando regressou à sala vinha exausta. “Desculpem, acabei de fazer amor com a minha namorada!”, disse corada. A figura de Jennie despertava a atenção de todos, olhavamos para ela quando sorria, quando se concentrava em dizer qualquer coisa séria, quando provocava alguém, quando agredia ou quando se tocava…Eu estava alegremente entretida com Jennie mais que com qualquer outra pessoa naquela sala quando inesperadamente sinto-me a ser seduzida por uma das lésbicas da casa que se sentara mesmo ao meu lado. Éramos amigas, fazia meses, por isso tentei brincar com a situação, até Jennie ter interrompido – “vê lá se me fazes perder a aposta!”. Com um pedido de esclarecimento, fiquei a par do jogo, Jennie apostara alguns euros em como eu ia para o quarto com quem fosse capaz de me seduzir. Tomei como um desafio à minha sexualidade. O que me pareceu óptimo. Propus então o seguinte para surpresa de todos – “Se me pagarem, faço tudo, não precisam de apostar!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendia ser difícil, explorar os outros ou até fazer-me explorada, mas atrevi-me a dar o meu corpo a quem quisesse por modestas quantias de dinheiro. Desde que não me tirassem a roupa, podiam-me tocar totalmente. Se me excitassem o suficiente pararia a contagem do dinheiro e voluntariamente me propunha para uma das camas. O jogo perdeu o interesse na terceira tentativa, o que me fez sentir frustrada e contrariada. Bebi um pouco de licor e propus um novo jogo, uma oportunidade para ganhar mais e perder tudo. “Faço uma Lap dance por cinco euros a quem quiser”. Nunca tinha feito uma, não sabia sequer os movimentos e iria dançar desequilibrada devido aos tacões das botas. Ofereceram a primeira à minha primeira sedutora, pagaram por ela. Dei o meu melhor e fiquei a pingar de suor. Voltei a dançar para outra amiga. Desta vez correu melhor. Eu estava quente e exausta mas nem um pouco motivada a grandes partilhas. Sentei-me um pouco e olhei para Jean. Éramos amigos e talvez soubesse um pouco dele, mas não sabia o suficiente para adivinhar a sua reacção. Tinha-me convidado para um jantar e o jantar, por minha culpa tinha-se transformado nisto. Estaria ele chateado, aborrecido? Dei-lhe cinco minutos de atenção, olhei-o para analisar o que pensava e descobri que pensava no mesmo que eu – Jennie. Peguei em parte do dinheiro que ganhara e coloquei-o no centro da mesa dos licores, acenei a Jennie e disse-lhe que dançasse para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era minimamente justo adivinhar os pensamentos dos outros e trai-los, mas foi exactamente isso que eu fiz. Entre conversas cruzadas, a proposta na mesa era que eu, desta vez, me despisse. Despir-me-ia parcialmente se Jennie o fizesse também. Jennie não tem escolha, porque não deseja ter escolha, deseja-me igualmente tal como eu a ela. Jennie tem calças de malha de andar por casa e uma t-shirt larga. Logo após começar a música ela descobre os seios.  Senta-se no meu colo, de costas para mim e coloca as mãos nos meus joelhos. Está suspensa no ar e levanta e baixa o rabo, que se situa centralmente na minha zona pélvica, com movimentos lentos e ritmados. Ao mesmo tempo roda a cabeça e com os ombros arqueados para a frente comprime os seios para os tornar mais belos. Depois levanta-se e vira-se de frente para mim, coloca os joelhos na base do sofá onde estou sentada e coloca toda a zona pélvica perto da minha boca, depois desce e esfrega os seios, à vez, na minha cara. A lentidão com que dançava, a leveza do seu corpo e o ritmo que impunha a qualquer pequeno gesto, fizeram dela a melhor dançarina até então. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean, em resposta a isto, em resposta à minha traição, tira da carteira dinheiro e oferece-mo. A oferta era uma dança para Jennie. A última dança e eu já não queria mais. Eu cheirava a suor e estava vencida pela facilidade de Jennie. Afinal sentia-me praticamente derrotada por não ter sentido qualquer excitação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean e Jennie mereciam a última dança. Avancei para Jennie e já só pensava como até podia ser bom se fizéssemos amor. Comecei a acreditar nisso com tanta certeza que mal me dei conta que Jennie me tocava toda. Empurrava as costuras das calças de ganga na minha vagina, subira para acariciar com violência o clítoris e quando podia puxava o gancho das calças no rabo e com o dedo pressionava o ânus. As mãos de Jennie avançavam desde as minhas botas até ao meu pescoço, cobrindo-me totalmente de carícias. Não valia criar regras para aquele momento, não valia dizer que não se pode tocar...deixei de dançar e beijei prolongadamente. Há muito que já ninguém estava na sala. Jennie ganhou a aposta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-330525089726317510?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/330525089726317510/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=330525089726317510' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/330525089726317510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/330525089726317510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/12/33.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/R3t2q6iw5yI/AAAAAAAAAlY/HFSo7Txv9mY/s72-c/courbet_377x254.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-17267589587898918</id><published>2007-12-31T02:36:00.000-08:00</published><updated>2007-12-31T05:22:22.268-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/R3js4Kiw5vI/AAAAAAAAAk8/xsyNhRyMF1Q/s1600-h/munch.ashes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/R3js4Kiw5vI/AAAAAAAAAk8/xsyNhRyMF1Q/s400/munch.ashes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150126623545157362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;32. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui à espera que o meu marido morra. Aguardo nesta sala desoladora que alguém me anuncie o presente da sua morte cerebral que colocará um ponto final ao meu sofrimento.&lt;br /&gt;Casámos-nos demasiado jovens para saber o que é o amor, aquele resquício seco que se prolonga para além de um enamoramento vertiginoso e atroz. Pareceu-nos que estarmos despidos, abraçados e embevecidos era efectivamente "fazer amor", e após o termos feito muitas vezes, achámos que era altura de casar e de prometer fazê-lo para sempre. Juntámos os trapos, fizémos um filho, vivemos juntos anos pardacentos (nem sei se foram um ou dez mil); estivémos fisicamente juntos em alguns dos momentos mais problemáticos da vida, morte de amigos, doença, falta de dinheiro. Vivíamos juntos debaixo do mesmo tecto, mas menos juntos do que parece: o meu futuro falecido tinha um flirt com a garrafa. Inicialmente não liguei muito, homens, pinga, todos sabemos que combina. Ele, tocado, premiava o meu desalento com o desabafo enfim dos seus problemas pessoais, mais a dificuldade em lidar com eles: a falta de trabalho fixo, o desencanto com a terra, a tristeza de se sentir preso a uma vida que sentia não ter escolhido na plenitude das suas capacidades. Eu refugiei-me nas promessas do passado e nos projectos que tínhamos para o futuro (ele esquecera-se de tudo). E, mais que tudo, refugiei-me no que tinha entre as pernas. Aguentei a pressão com massagens dos dedos, conseguindo suportar a desilusão dos seus múltiplos egoísmos com frequentes idas à casa de banho e desculpas diversas para ficar mais tempo na cama. Comecei também a ter sonhos involuntários, seres esbeltos e simpáticos que me perseguiam e me ofereciam prazer quando eu mais precisava dele, que é como quem diz nos momentos em que meu marido me virava literalmente as costas na cama, num amuo constante e ineficaz contra as coisas do mundo. As memórias dessas carícias sonhadas assolapavam-me com frequência diariamente, gestos suaves que me subiam pelas coxas, me aqueciam os lábios e traziam arrepios pelas costas. Agarrei-me ao sentimento ambivalente de viver com um homem e sentir prazer com muitos outros, sonhados ou inexistentes não interessa, eram outros, outros que não ele! &lt;br /&gt;Foi assim aos berros que ele me acordou a meio de uma noite alcoolizado. Que me ouvira murmurar e suspirar excitada, que eu era uma porca devassa que só pensava no meu próprio prazer. Recordo essa noite como a primeira em que me bateu, enfiou-me um par de estalos e prometeu que da próxima seria pior. Sentia-me culpada, ao fim ao cabo era a ele que tinha prometido tudo, mas não conseguia impedir que aqueles anjos demoníacos entrassem nos meus sonhos húmidos. Tentei resistir, mas mantive a minha actividade recôndita na casa de banho. Apesar de me sentir uma pecadora infiel, aliviava-me o stress, um pequeno oásis de bem-estar que, para além do mais, descobri que reduzia a probabilidade das incursões nocturnas dos demónios sexuais. Sentia que a vida e o meu corpo iam murchando como velhas flores, e que aqueles exercícios corporais eram a única coisa que me dava alento e me prendia à vida tal como ela se soletra e eu a imaginara na minha juventude, repleta de faunos e sereias vivaças, alegres, numa plenitude de regojizo transcendental. &lt;br /&gt;O meu marido via-me a sobreviver e a aguentar-me a alguma tábua de salvação que ele desconhecia; pensava que a força residia em algum amante real, que não fosse eu própria, e não descansou enquanto não inquiriu toda a vizinhança, o padeiro e a senhora do quiosque, para tentar saber com quem eu me enrolava. Teceu a ideia de uma intriga geral, que toda a gente conspirava nas suas costas, e que seria então com toda a vizinhança, mais o padeiro e quiçá sob o olhar benevolente da senhora do quiosque, que eu me enrolava. Numa tarde na tasca, envolveu-se numa briga com o cozinheiro, que lhe deu um tiro. Seguiu-se a balbúrdia que imaginam, e aqui estou eu, nas emergências, à espera da confirmação da morte que me permite continuar com a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-17267589587898918?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/17267589587898918/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=17267589587898918' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/17267589587898918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/17267589587898918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/12/32.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/R3js4Kiw5vI/AAAAAAAAAk8/xsyNhRyMF1Q/s72-c/munch.ashes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-2575710171166199611</id><published>2007-11-25T03:24:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T03:29:42.588-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/R0lb866bvDI/AAAAAAAAAfc/ilOSiiIQCFE/s1600-h/multiplos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/R0lb866bvDI/AAAAAAAAAfc/ilOSiiIQCFE/s400/multiplos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136737952157383730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A publicação Wanda, a primeira da Braço de Ferro – editora de Arte e Design, está disponível agora na Matéria Prima do Porto e em breve na de Lisboa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para adquirir qualquer uma das séries da Wanda, aceitamos pedidos de envio para dentro e fora do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os interessados em colaborar connosco na expansão nacional e internacional da Braço de Ferro, podemos acordar uma parceria para a revenda da Wanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve teremos notícias sobre os novos lançamentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-2575710171166199611?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/2575710171166199611/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=2575710171166199611' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/2575710171166199611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/2575710171166199611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/11/publicao-wanda-primeira-da-brao-de.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/R0lb866bvDI/AAAAAAAAAfc/ilOSiiIQCFE/s72-c/multiplos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-3831314957528734151</id><published>2007-11-15T17:37:00.000-08:00</published><updated>2007-11-15T23:56:46.979-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rz1NN66bu9I/AAAAAAAAAek/e7LK8uh_Xqs/s1600-h/dayAfter_3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rz1NN66bu9I/AAAAAAAAAek/e7LK8uh_Xqs/s400/dayAfter_3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133344051820215250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;31. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem seja da opinião que sexo não tem tempo e por isso, também não tem história, no sentido narrativo ou do enredo. Não há nada para contar. Ao contrário do amor que pode dar para longas horas de conversas telefónicas, para escrever livros, realizar filmes, e para aborrecer os amigos de morte. Daí a famosa distinção entre o amante e o "marido" que ouvi directamente de uma colega de trabalho: "com o amante não há conversa!". Por isso, quando o sexo se vai, numa relação que tem como base o sexo, não há nada que fique. Ou há? Parece que fica qualquer coisa na memória, talvez aquela recordação muito fraca que nos volta a excitar e a recuperar a vontade de nos estendermos na cama com aquela pessoa. Se não voltamos muitas vezes é porque a razão impera sobre a memória. Mas não há nada como o amor que nos marca, coração e alma, que nos tira a consciência, para nos perdermos numa história que vai do amor ao ódio e desprezo. Vá lá, no sexo não há ódio... Como é utilitário, "serve para" e não há sentimentos bons nem maus (sensações há e muitas!), só se for depois quando se mescla com amor. Nesta confusão de pensamentos e tentativas de estabelecer categorias, começa a minha crónica, como sei que não sou dada às ficções (até assino com o nome próprio e dou a cara pelas boas causas), resumo a minha confissão a isto: Num fim de semana, eu e o meu amante, fizemos sexo umas dez vezes, em dois ou três sítios diferentes. No Sábado saímos com os meus amigos e bebemos uma cerveja rápida a caminho de casa. Tentamos acordar cedo e passear Domingo de manhã por um jardim público. Nessa altura falamos de coisas simples, das plantas, do pólen das flores, do cocó dos cães, da semana que tínhamos pela frente. Despedimo-nos à pressa com uma foda em minha casa e depois ficamos ali a mordiscar-nos e a acariciar-nos na cama até tocar o alarme. Ficamos assim durante muito tempo até que eu quase, mas quase, lhe disse para ficar. Suspeitei que era amor e olhei para o relógio. Calculo que foi amor, mas então o amor também não tem tempo, porque ficamos ali horas ao som de sucessivos alarmes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-3831314957528734151?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/3831314957528734151/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=3831314957528734151' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/3831314957528734151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/3831314957528734151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/11/31.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rz1NN66bu9I/AAAAAAAAAek/e7LK8uh_Xqs/s72-c/dayAfter_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-775008310806023198</id><published>2007-10-11T02:57:00.000-07:00</published><updated>2007-10-11T03:04:49.047-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rw3z8B-AJkI/AAAAAAAAAWs/H3nrDNxZxYI/s1600-h/wanda.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rw3z8B-AJkI/AAAAAAAAAWs/H3nrDNxZxYI/s400/wanda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120016564036314690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rw3z1x-AJjI/AAAAAAAAAWk/yAel2LyLI48/s1600-h/bf_wanda_poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rw3z1x-AJjI/AAAAAAAAAWk/yAel2LyLI48/s400/bf_wanda_poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120016456662132274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rw3zuB-AJiI/AAAAAAAAAWc/H4fmgWQ8lkc/s1600-h/bf_wanda_q2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rw3zuB-AJiI/AAAAAAAAAWc/H4fmgWQ8lkc/s400/bf_wanda_q2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120016323518146082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançamento da WANDA------Ed.Braço de Ferro&lt;br /&gt;19.10.07-----22h&lt;br /&gt;Gal. Quadrado Azul&lt;br /&gt;Rua Miguel Bombarda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://braco-de-ferro.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-775008310806023198?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/775008310806023198/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=775008310806023198' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/775008310806023198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/775008310806023198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/10/lanamento-da-wanda-ed.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rw3z8B-AJkI/AAAAAAAAAWs/H3nrDNxZxYI/s72-c/wanda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-4656552481522293728</id><published>2007-07-10T17:35:00.000-07:00</published><updated>2007-07-10T17:40:14.099-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>30. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muitos anos julguei que as mulheres eram de natureza romântica, que queriam flores, mimos e muita atenção, que se iludiam com palavras, com demonstrações de afecto e que lhes tocava a sensibilidade de um homem. “As mãos do Rui são ternas, os olhos meigos e a pele serena!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achava inclusive que os presentes (jóias, flores, moulinexes, máquinas de café e lap-tops, idas ao cinema, jantares, viagens, idas ao teatro e bilhetes para os white stripes) nos ajudavam a ficar mais vulneráveis, mais dispostas e até mais excitadas.&lt;br /&gt;E achava que isto acontecia com todas as mulheres e que estas, por serem de uma natureza mais sensível, precisavam de muitos rodeios para serem levadas para o quarto e embrulhadas em lençóis. “Nem sei como te agradecer, és muito atencioso, és um querido!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-me confiante nos meus pensamentos por achar que seríamos diferentes desses brutamontes que são os homens. Afinal nós mulheres, corámos, choramos, sofremos, gememos, damos gritinhos, damos saltinhos e fazemos xixi sentadinhas, e para mim só fazia sentido que uma mulher fosse muito abraçada antes de lhe enfiarem o dedo. “Ele mexeu-me nos cabelos e massajou-me os pés durante toda a noite”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culpava a biologia da mulher. Ou culpava a do homem, já nem me lembro bem, mas sei que culpava a Natureza. Porque afinal o prazer estava assegurado num homem e na mulher não. As mulheres procuravam num deserto sem fim um jarro com água. E uma vez por outra, encontravam-no. Cheguei a comentar este meu delírio com algumas amigas próximas e de lhes dizer “meninas, o sexo da mulher está algures no cérebro! Massajem-no bem!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a altura de deixar a Natureza em paz e nos responsabilizar-nos por tudo isto. Hoje era capaz de dizer: “meninas, se têm um corpo explorem-no!”. Se cada mulher explorasse dignamente o seu corpo com toda a atenção que este merece, tal como o homem faz com o seu bergalho, rapidamente perceberiam que basta acertar em cheio (é preciso  prática, é certo) e que chegam lá, sem música, sem velas, sem lágrimas, sem calores, sem choro, sem gemido, sem romance, sem nada! (ou com tudo isto, mas sem ser realmente necessário!). O que sobra então? O mais importante, uma partilha sem mais (+) nem menos (-), uma partilha de igualdades (=) em que cada um procura e consegue o que deseja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que está na altura de retirarmos dos ombros o peso do que um homem “tem de ser” e do que a mulher “deve ser”, os papéis de cada um na sociedade em que vivemos podem mudar se quisermos que isso aconteça. Um bom começo é incentivar e permitir que mude a cultura (e a educação) que nos pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fantasias, essas linhas escritas ou essas imagens, fazem parte dessa mesma cultura, que nos servem a ambos, homens e mulheres, acima de tudo para nos educar a conhecer-nos melhor e ajudar-nos a explorar a nossa imaginação sexual e expandi-la. A constituição de um bom reportório de fantasias (ou crónicas, como este) serve para cruzarmos experiências e projecções que só nos podem enriquecer. Novas fantasias, palavras e imagens, podem mudar-nos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não recuso que nós, mulheres, temos uma sensibilidade própria (e uma sexualidade), mas essa não é menos em nada em comparação com outra qualquer! E conquistar um campo, uma autonomia, uma expressão própria da nossa sexualidade torna-nos mais fortes, logo menos vulneráveis, menos devedoras e submissas da sexualidade (a masculina) dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, podemos sempre ir para casa enfiarmo-nos numa cama de cetim rosa e receber flores e encher-nos de bugigangas horrendas e bombons de licor oferecidos pelos companheiros, mas nunca mais vamos acreditar que somos umas sentimentais que não vão numa aventura de sexo fácil - puramente física - da noite para o dia, que não fazem uso do vibrador e que não “batem uma” logo ao acordar, ou ainda alguém está convencido que entre amor e sexo não há diferenças? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderei parecer um pouco fria (até ingénua) nas minhas considerações relativas à sexualidade, mas honestamente, é mesmo necessário ser-se prático nestas coisas. Sou uma romântica consciente, que escreve fantasias mas que sabe que as ilusões da treta não nos levam a lado nenhum. É inacreditável o que se lê nas revistas para mulheres. Ensinam-nos a dar prazer a um homem em formato de teste (“responda, marque os ponto e conheça a sua habilidade para fazer o seu companheiro feliz!”) ou em crónicas mal intencionadas que ensinam tudo menos sexo (e muitas vezes pouco seguro!), que roçam o assunto da sedução e a preparar banhos quentes e perfumados, mas que deixam a questão central totalmente de parte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final é este título na capa que vende a revista e é isto que se vai lendo nos comboios em viagens de longa duração. Mas o que acontece de facto – pela minha experiência e pela partilha de informação com conhecidos e amigos que trabalham nesta área ao nível da educação e da investigação – os rapazes (os mais jovens principalmente que são mais ousados) não perdem uma oportunidade para perguntar o que faz uma mulher ter prazer! Ora bem, andamo-nos a iludir uns aos outros e a baralhar esta história toda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes penso se os papéis que nos estão reservados fazem parte de uma fantasia de alguém posta em prática! Pode parecer descabido, mas porque razão ainda assumimos características ou determinados traços quando já todos sabemos que este teatro não faz sentido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, é cansativo falarmos numa sexualidade em que os protagonistas são a mamã e o papá, este e aquela, e esta parelha ser ainda objecto de análise, mas se o é, é porque ainda é neste modelo que vivemos e nos orientamos. De facto existem dois sexos dominantes, mas na sua função e utilização prática, mesmo simbólica, podem ser invertidos, trocados, acrescentados, manipulados e até colados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fantasias (no formato que se desejar) permitem que a procura da sexualidade de cada um – as suas nuances, os seus limites, a exploração dos seus segredos e desejos mais ocultos - seja uma experiência em si bastante satisfatória de auto-conhecimento e de crescimento individual. Isto porque, antes de sermos dois (3, 4, 5...), somos um! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INÍCIO DA SEGUNDA TEMPORADA EM BREVE!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-4656552481522293728?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/4656552481522293728/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=4656552481522293728' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/4656552481522293728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/4656552481522293728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/07/durante-muitos-anos-julguei-que-as.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-3384048654551152124</id><published>2007-07-01T15:00:00.000-07:00</published><updated>2007-07-01T15:05:46.980-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RoglMoNpYqI/AAAAAAAAALE/qW-GqWagaBA/s1600-h/pascin3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RoglMoNpYqI/AAAAAAAAALE/qW-GqWagaBA/s400/pascin3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082353078370919074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;29. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia nada que ela pudesse fazer que parecesse certo, e sem intenção de nada ela tomou um caminho que a outros lhes pareceu errado. Havia uma confusão de coisas que pareciam estar mal, ou não pareceriam nada se não se desse o caso de serem vistas à luz de uma auto-análise profunda que demasiadas vezes tomava um contorno cruel; sem, contudo, se poder algum dia confirmar a veracidade dos factos pensados, perante a ausência de medidas fixas e métodos científicos apropriados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fria e viva precisou procurar algo que lhe aquecesse a alma. Fria porque analista, e com receio que a ebulição de sentimentos lhe saltasse pelos poros, conduziu-os pelo meio das pernas. Parecia talvez mais apropriado, a emoção ser canalizada para aí, para esse sítio onde se pode livremente gemer, gritar, arranhar, dizer obscenidades, agir de forma estranha naquilo que parece uma libertação das normas comportamentais vigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobranceira e com vontade de transgredir, encaminhou-se hipnotizada para a loja, onde entre a vergonha e o desencontro com mais seis amigas escolheram toda uma miríade de objectos de prazer. A Casa de Eros vendia possibilidades de sexo, e era isso que elas procuravam. Entre risinhos e vergonhas que já não cabem no corpo de uma mulher, saíram da loja e carregaram o carro em direcção ao campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde contou-me como foi. Era uma mansão em ruínas, restaurada, ocupada e limpa. Fizeram um pic-nic com muita gente que se prolongou pela tarde, e depois pela noite, onde saltitaram pelos bosques como faunos sem pudor nem pecado. Brincaram às identidades, aos polícias e ladrões, com algemas e pistolas de água. Era simples e belo como uma brincadeira infantil, apesar de quando éramos pequenos compreendermos o princípio do prazer, mas ninguém nos ter falado do sexo propriamente dito. Havia tecidos velados, almofadas de seda que lhes acariciavam as peles em todas as direcções e lhes aliviavam o cansaço da semana de trabalho, das obrigações sociais, um escape enfim daquilo que se sentiam frequentemente obrigadas a ser. Numa reinvenção deliciada, libertaram-se para aquilo que queriam, mas normalmente não podiam. Saltitando por fora da norma, ou daquilo que lhes desenhavam como obrigatoriedade; trocaram também estórias e confidências, desejos e levezas próprias do exercício das liberdades quando bem usufruídas. Sem explicações ou juízos de valor, despiram-se daquilo que eram e vestiram a pele do que queriam ser, com rendas e vendas sobre a pele arrepiada, deixando-se estar sem vontade de ir a mais lado nenhum.&lt;br /&gt;Ao despertar, fizeram um bolo de chocolate e comeram-no todo, num acto de cumplicidade íntima despojado de mistério. E passaram mais outro dia enroladas na erva, ninfas pálidas e desarranjadas a banharem-se na fonte, a nadarem desprevenidamente no lago, a tomarem banhos de sol entre dildos e lubrificantes, a colherem amoras e a esmagá-las nas peles outrora estranhas, agora demasiado familiares para se poderem imaginar à distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela me contou esta estória, também eu fiquei com vontade de comer amoras e esmagá-las, de ter sexo como se não houvesse amanhã, de trepar às árvores e delas não descer sem me afoguear de bochechas coradas e ar de renascimento. Assim, calcei as meias de liga, vesti a gabardina, e sem mais que botas de cabedal, um vibrador, óleo de massagem e lingerie comestível encaminhei-me para tua casa às 4 da manhã de uma sexta-feira santa, decidida a partilhar desejos e fantasias pela noite dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-3384048654551152124?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/3384048654551152124/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=3384048654551152124' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/3384048654551152124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/3384048654551152124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/07/29.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RoglMoNpYqI/AAAAAAAAALE/qW-GqWagaBA/s72-c/pascin3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-2841058917356513136</id><published>2007-06-24T12:00:00.000-07:00</published><updated>2007-06-24T12:02:39.764-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Chá de beneficência &lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;"veste-te a rigor que te ficam bem as luvas"&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;vende-se e leiloa-se vagabundagem, lixo e putices &lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Dia 27 de Junho, Quarta-feira, pelas 22h, será servido um chá que&lt;br /&gt;acompanhará o leilão e a venda de objectos e serviços que cada&lt;br /&gt;convidado desejar levar. A organização do chá ficará com 40% das &lt;br /&gt;vendas que reverterá a favor da publicação das crónicas da Wanda&lt;br /&gt;(http://www.wanda-button.blogspot.com/). O objectivo é conseguir&lt;br /&gt;distribuir a Wanda gratuitamente ou por um preço simbólico de 1 a 2 &lt;br /&gt;euros. Deste modo, o rendimento obtido, em termos puramente económicos e não sentimentais, será um investimento que compensará no futuro.&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Por uma educação sexual na idade adulta eficaz, pela extensão do nosso &lt;br /&gt;imaginário e por um fantasorgásmico bem sucedido, pela partilha de&lt;br /&gt;experiências, histórias, fantasias, conhecimentos, sentimentos e&lt;br /&gt;emoções, encontramo-nos no chá, com as luvas enfiadas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-2841058917356513136?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/2841058917356513136/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=2841058917356513136' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/2841058917356513136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/2841058917356513136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/06/ch-de-beneficncia-veste-te-rigor-que-te.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-3297202016912896196</id><published>2007-06-12T09:10:00.000-07:00</published><updated>2007-06-12T09:21:01.790-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rm7H4S_IBKI/AAAAAAAAAKc/v4lLxYpIBl0/s1600-h/francoise.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rm7H4S_IBKI/AAAAAAAAAKc/v4lLxYpIBl0/s400/francoise.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075213600076334242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Venham daí as últimas crónicas para o primeiro volume da Wanda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;Dadas as dificuldades, e o entusiasmo, vou organizar uma festa com chá e venda de roupa - nova, usada ou renovada - SEXY!&lt;br /&gt;Para já fica marcado para o terceiro fim-de-semana de Junho, terá lugar na sala 3 (n25), e participa quem quiser.&lt;br /&gt;Para o lucrar com o encontro, peço 50 % das vendas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ISTO PORQUE EU QUERIA MUITO QUE A REVISTA FOSSE VENDIDA POR UM VALOR SIMBÓLICO - 1 EUROS NO MÁXIMO! OU ATÉ OFERECIDA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-3297202016912896196?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/3297202016912896196/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=3297202016912896196' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/3297202016912896196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/3297202016912896196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/06/1.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/Rm7H4S_IBKI/AAAAAAAAAKc/v4lLxYpIBl0/s72-c/francoise.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-7720765710926023053</id><published>2007-06-04T13:01:00.001-07:00</published><updated>2007-06-04T13:01:43.647-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RmRuxYYpkiI/AAAAAAAAAKU/yjslOqnDzro/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RmRuxYYpkiI/AAAAAAAAAKU/yjslOqnDzro/s400/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072300874964505122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URGENTE E IMPORTANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRECISO DE UM-A EDITOR-A&lt;br /&gt;PRECISO DE UM-A TRADUTOR-A&lt;br /&gt;PRECISO DE MECENAS&lt;br /&gt;PRECISO DE CORAJOSOS-AS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…PARA QUE ME AJUDAREM NA WANDA-CRÓNICAS PUBLICAÇÃO!&lt;br /&gt;OFEREÇO BENS EM TROCA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-7720765710926023053?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/7720765710926023053/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=7720765710926023053' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/7720765710926023053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/7720765710926023053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/06/urgente-e-importante-preciso-de-um.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RmRuxYYpkiI/AAAAAAAAAKU/yjslOqnDzro/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-5997059673271952620</id><published>2007-05-27T06:53:00.001-07:00</published><updated>2007-05-27T07:03:15.289-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RlmPiYYpkgI/AAAAAAAAAKE/jrgDNap5l5k/s1600-h/h2_1992.103.2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RlmPiYYpkgI/AAAAAAAAAKE/jrgDNap5l5k/s400/h2_1992.103.2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069240676406366722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;28. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu ex não me dava orgasmos, por isso acabei com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos uma relação simpática e afável, mas no campo sexual a minha&lt;br /&gt;insatisfação era crescente, tornou-se insuportável, e terminou por se&lt;br /&gt;sobrepor a tudo o resto.&lt;br /&gt;Não é que eu nunca os tivesse - às vezes, tinha. E claro que tinha&lt;br /&gt;prazer. Mas não era o suficiente.&lt;br /&gt;Ele argumentava que se esforçava, que se dedicava a ouvir-me dizer&lt;br /&gt;quais as partes que mais me excitavam, qual a intensidade da pressão&lt;br /&gt;do toque, do movimento, do ritmo. Mas afigurava-se-lhe difícil&lt;br /&gt;controlar tudo isso enquanto sacava prazer. Eram demasiadas coisas na&lt;br /&gt;cabeça, dizia ele, e ele só conseguia ter uma das cabeças a funcionar&lt;br /&gt;de cada vez. Inicialmente, ainda argumentei que, interiorizando a&lt;br /&gt;prática, deixaria de ter de pensar nela. Mas ele estava a demorar&lt;br /&gt;demasiado tempo para chegar a esse ponto, com poucos resultados&lt;br /&gt;práticos, às vezes dizia-se aborrecido e eu deixei de ver motivos para&lt;br /&gt;continuar a investir numa situação da qual não obtinha o suficiente&lt;br /&gt;para me deixar feliz.&lt;br /&gt;Na nossa ruptura, ele apelidou-me de frígida, de insensível, de não&lt;br /&gt;ter sentimentos. Ele via-se a si próprio como um amante dedicado e&lt;br /&gt;generoso, apesar dos resultados o provarem o contrário. Para mim, foi&lt;br /&gt;pouco mais que um pobre pilas ignorante e desajeitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tardou muito até voltar a encontrar um parceiro fogoso e excitante&lt;br /&gt;como os que outrora tive. Conheci-o em trabalho, ele era um pescador&lt;br /&gt;das vizinhanças cujo navio havia encalhado, e após a reportagem dei&lt;br /&gt;por mim num tasco a lamber ostras em sua companhia. Esfregou-me lima&lt;br /&gt;nas mãos, e pouco tempo depois já esfregava outras coisas noutros&lt;br /&gt;sítios. Tinha umas mãos sábias e experientes, suficientemente&lt;br /&gt;imaginativas para serem capazes de se recriarem como minhas, de agirem e de me tocarem como se efectivamente fizessem parte do meu corpo. Mas não faziam, e havia o toque da descoberta, de me tocar em toda a&lt;br /&gt;parte, over and over again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucas coisas mais importantes do que a imaginação na cama. Os&lt;br /&gt;limites somos sempre nós que os desenhamos, às vezes andamos sem&lt;br /&gt;paciência para nos dedicarmos a pensar naquilo que temos, que&lt;br /&gt;gostaríamos de ter, de experimentar, e vamo-nos acomodando ao&lt;br /&gt;território reconhecido. Mas com ele nunca era assim: excitava-me tanto&lt;br /&gt;que eu só conseguia ficar ainda com mais vontade de ter sexo com ele,&lt;br /&gt;de partilhar prazer, de ser penetrada, afagada, masturbada, virada do&lt;br /&gt;avesso. De ter prazer e de dar prazer, com a certeza feliz de que&lt;br /&gt;seria retribuida.&lt;br /&gt;Nas madrugadas em que não o via, imaginava que os seus largos dedos me subiam pelas pernas, humedecendo as coxas à sua passagem e abrindo&lt;br /&gt;caminho para a língua que galopava energeticamente. Parece que até nem tinha estado com muitas mulheres, mas tinha os ouvidos suficientemente abertos e atentos para saber ser conduzido pelos seus gemidos de&lt;br /&gt;prazer, pelas palavras que indicam o caminho que nem tabuletas, pelos&lt;br /&gt;mapas desenhados pelas minhas próprias mãos. Outras vezes,&lt;br /&gt;aventurava-se no caminho seguindo apenas o seu instinto, e mesmo&lt;br /&gt;quando a experiência acabava por não ser totalmente do meu agrado,&lt;br /&gt;revelou-se sempre como enriquecedora, estimulante e deliciosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-5997059673271952620?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/5997059673271952620/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=5997059673271952620' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/5997059673271952620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/5997059673271952620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/05/28.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RlmPiYYpkgI/AAAAAAAAAKE/jrgDNap5l5k/s72-c/h2_1992.103.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-4635158969371159791</id><published>2007-05-27T06:44:00.000-07:00</published><updated>2007-05-27T07:01:32.479-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RlmPK4YpkfI/AAAAAAAAAJ8/KGoUoVumRQY/s1600-h/morisot5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RlmPK4YpkfI/AAAAAAAAAJ8/KGoUoVumRQY/s400/morisot5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069240272679440882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes gosto de fantasiar que trabalho como stripper num clube.&lt;br /&gt;Visto uma roupa ridículamente provocatória e diminuta, que se divide&lt;br /&gt;por diversas camadas de desejo e transparências adivinhatórias.&lt;br /&gt;Circulo no alto dos tacões que me fazem bambolear o rabo como se fosse&lt;br /&gt;um peixe, e, lentamente, desfaço a curiosidade encenada pela lingerie&lt;br /&gt;apertada e luxuriante.&lt;br /&gt;Caminho pelo palco, tiro roupa, rendas e transparências, por vezes&lt;br /&gt;aproximo-me de alguém da audiência e faço com que me toquem, ou me&lt;br /&gt;dispam, ou o que eu quiser. Que me sintam as carnes quentes, lhes&lt;br /&gt;desperte o impulso sexual primário, ou desejo erótico, os olhares&lt;br /&gt;melosos de pupilas dilatadas que me seguem para onde eu quiser, como&lt;br /&gt;eu quiser. Tocam-me como nunca tocaram ninguém, ou como tocam toda a gente, ou como se tocam a si próprios. Há um deslumbramento infantil&lt;br /&gt;nos olhares, na inocência com que parece que se vê uma mulher nua pela&lt;br /&gt;primeira vez, que não é inocência nenhuma mesmo quando se tratou da&lt;br /&gt;primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os corpos extasiados que me observam não têm nome, raramente têm&lt;br /&gt;rosto, e muito menos personalidade - são tão-só um jogo de olhos e&lt;br /&gt;pulsações animais, para eles incontroláveis e sobre os quais tenho&lt;br /&gt;rédea curta. O poder e o jogo calculista da sedução são exclusivos&lt;br /&gt;meus. Possuo aquela massa uniforme a meu bel-prazer, os seus desejos&lt;br /&gt;incontroláveis e a fragilidade cândida que apresentam por serem&lt;br /&gt;absolutamente incapazes de resistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocam-me e é um prolongamento da minha masturbação, aquelas mãos são regidas pela minha vontade, excitam-se porque eu deixo, logo, eu&lt;br /&gt;excito-me também porque me deixo, porque tenho vontade, e nessa&lt;br /&gt;obediência apenas a mim própria começo a sentir-me quente. Somos&lt;br /&gt;diversos corpos limitados a duas vontades, a minha, e a deles, que é&lt;br /&gt;uniformemente igual na sua obediência e impulso. Um cérebro para&lt;br /&gt;vários corpos, como os tentáculos de um polvo que se extendem por toda&lt;br /&gt;a sala escura, suada e quente. Eu sou um polvo, que se abana no palco&lt;br /&gt;em seda carmim. A minha actuação é sempre previsível, dispo-me e eles&lt;br /&gt;excitam-se, mas lá por isso não perde adeptos, nem deixo eu de me&lt;br /&gt;excitar com eles. Sempre o mesmo jogo de sempre, da pele arrepiada,&lt;br /&gt;dos tecidos macios que deslizam, o estado de semiconsciência que se&lt;br /&gt;segue, e que nós o seguimos, perseguindo uma vontade profunda de&lt;br /&gt;conquista e de obtenção de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo ou a partilhar sexo com alguém no palco, ou entre as mesas numa&lt;br /&gt;seminudez provocante que se enrola nas pernas e pesa nos volumes dos&lt;br /&gt;colos ardentes de quem se senta nas cadeiras. Rebolo nas mesas e&lt;br /&gt;excito-me com o exercício do poder da atracção e da sedução, ofereço a&lt;br /&gt;perna num movimento de ordem para me tirarem as meias de liga,&lt;br /&gt;esfrego-me naqueles seres sonâmbulos que se prestam a obedecer. Não&lt;br /&gt;sou apenas um corpo, objecto de desejo: sou antes um conjunto de&lt;br /&gt;escolhas que eu mesma fiz, de movimentos e olhares lânguidos que se&lt;br /&gt;prolongam num jogo do mostra e esconde e que obedece apenas à minha&lt;br /&gt;vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos padrões, das repetições, e até do ritmo ponderado com que&lt;br /&gt;se pode encarar esta leitura, há uma libertação no fim do túnel, um&lt;br /&gt;orgasmo que se erguerá e nos libertará momentaneamente dessa prisão&lt;br /&gt;que é o desejo. Um descontrolo final, aliviado, que nos sai do corpo&lt;br /&gt;num suspiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-4635158969371159791?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/4635158969371159791/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=4635158969371159791' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/4635158969371159791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/4635158969371159791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/05/27.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RlmPK4YpkfI/AAAAAAAAAJ8/KGoUoVumRQY/s72-c/morisot5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-1071957356133932575</id><published>2007-03-25T07:55:00.000-07:00</published><updated>2007-03-25T07:59:18.391-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RgaOLCX1DcI/AAAAAAAAAF0/4pGpFP2MjoM/s1600-h/morisot.butterfly.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RgaOLCX1DcI/AAAAAAAAAF0/4pGpFP2MjoM/s400/morisot.butterfly.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045876752781741506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;FAQS.&lt;br /&gt;a) Vai lançar um livro?&lt;br /&gt;b) Para quando?&lt;br /&gt;c) É gratuito?&lt;br /&gt;d) Com a publicação terminará a Wanda?&lt;br /&gt;e) Publicará apenas as crónicas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Re. Sim, para Maio se o sol brilhar e a boa disposição ajudar. &lt;br /&gt;b) Re. Como disse, dentro de alguns meses, mas preciso de juntar o valor da impressão. Existe já um designer a colaborar connosco.&lt;br /&gt;c) Re. Como não há apoios financeiros, privados ou públicos, será cobrado um valor simbólico.&lt;br /&gt;d) Re. Não, não queria concluir o projecto. Por isso talvez lhe chame primeiro volume.&lt;br /&gt;e) Re. Não, alguns textos de apoio serão pedidos a algumas colaboradoras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-1071957356133932575?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/1071957356133932575/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=1071957356133932575' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/1071957356133932575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/1071957356133932575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/03/faqs.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RgaOLCX1DcI/AAAAAAAAAF0/4pGpFP2MjoM/s72-c/morisot.butterfly.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-4144448935190995858</id><published>2007-03-25T07:43:00.000-07:00</published><updated>2007-03-25T07:46:09.593-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RgaLKiX1DbI/AAAAAAAAAFs/GmyjUU7nj3Y/s1600-h/cassatt13.JPG.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RgaLKiX1DbI/AAAAAAAAAFs/GmyjUU7nj3Y/s400/cassatt13.JPG.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045873445656923570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;26. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um fim de semana fora! &lt;br /&gt;E finalmente o esperado telefonema. &lt;br /&gt;- Podes cá vir dar de comer à Rita? Deixo-te a chave no café da Rua&lt;br /&gt;Direita. Diz que não tem tempo e  até Segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado – Uma caixa de wiskas de figado. Cor estranha. A Rita é uma&lt;br /&gt;gata carente, não come sem antes se roçar para trás e para diante nas&lt;br /&gt;minhas pernas, sacudindo o rabo. Acaricio-a. Dou-lhe tempo. Come.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro a porta para o quintal, a ameixoeira nova que não ajudei a&lt;br /&gt;plantar já está florida.  O sol aquece, dispo o casaco.&lt;br /&gt;Entro e percorro as divisões desconhecidas: a casa de banho, um&lt;br /&gt;toalhão ainda húmido do ultimo banho, cheiro-o. A Gillette, resquícios&lt;br /&gt;de pelos, outros mais longos no sabonete, uma meia perdida. A cama,&lt;br /&gt;desfeita, duas almofadas. Galeano na cabeceira, lenços, um crachá&lt;br /&gt;(vai-lhe fazer falta, penso), um lápis, o despertador  marca  7:17,&lt;br /&gt;que estranha hora para acordar, sorrio, gosto de capicuas, ele também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Gata descobre-me, mia. Pego-lhe pela barriga, chego o pelo ao nariz,&lt;br /&gt;é macia. Levo-a comigo para o sol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo – chego tarde, demorei-me na Vila e perdi a camioneta. A Rita&lt;br /&gt;está mais irrequieta, mia e roça-se. Wiskas de fígado outra vez, pobre&lt;br /&gt;animal.  Demorei muito, pois não se demora muito comigo e vai comer.&lt;br /&gt;Limpo a caixa da areia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorro a estante dos livros, os cd’s, descubro fotos. Fotos de&lt;br /&gt;quando eram dois. Suspiro. Hoje as coisas cheiram-me mais a ele. O&lt;br /&gt;toalhão continua húmido (devia te-lo posto a secar... merda, pareço&lt;br /&gt;mãe dele, quero tratar dele, abraça-lo e dizer-lhe que vai correr bem,&lt;br /&gt;fazê-lo acreditar...) deixo-o no mesmo sítio. Entro no quarto, não&lt;br /&gt;acendo a luz. Descalço-me, tiro a camisola e os jeans e deito-me&lt;br /&gt;tentando encaixar  no lugar que deixou vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita senta-se a meus pés na cama lavando-se e ronronando. O som&lt;br /&gt;embala-me.  Adormeço, estremeço, os meus membros estão contraídos,&lt;br /&gt;devo ter frio. Tapo-me. Não, alguma coisa quente deita-se a meu lado.&lt;br /&gt; Abraça-me. O cheiro atinge-me primeiro que qualquer outra coisa. É&lt;br /&gt;ele. Uma reacção violenta que injecta sangue em todos os vaso&lt;br /&gt;capilares, faz-me arrepiar. Trocamos palavras banais enquanto me viro&lt;br /&gt;– joelhos que se tocam ao de leve, mãos, braços. Avisa-me que pode&lt;br /&gt;involuntáriamente abraçar-me enquanto dorme. Incrédula perante o som&lt;br /&gt;do pensamento: Se me abraçares preferia que fosse voluntário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí ao beijo foi um  inspirar. Primeiro sôfregos, tentamos&lt;br /&gt;desembaraçarmo-nos da roupa, da nossa e da cama. Sufocados,&lt;br /&gt;permanecemos um minuto abraçados, bocas coladas, sinto a pressão  do&lt;br /&gt;seu sexo rijo no meu ventre.  De seguida as mãos hábeis com que até&lt;br /&gt;então apenas sonhava, percorreram concavidades e curvas,&lt;br /&gt;entrelaçaram-se no cabelo,  demoram-se nos meus seios, beberam de&lt;br /&gt;dentro de mim e friccionaram até me fazer implorar para o ter. Sempre&lt;br /&gt;em silêncio e com movimentos seguros, posicionou-me e lentamente&lt;br /&gt;começou o baloiço, umas vezes suave outras vezes forte e profundo,&lt;br /&gt;como se me quisesse atravessar.  Vejo-lhe o rosto deformar-se e é como&lt;br /&gt;se me abandonasse a mim mesma, deixo o corpo para trás, sei como se&lt;br /&gt;repete este momento, nunca foi diferente. Apercebe-se, ri e fala-me,&lt;br /&gt;quebra-se o feitiço, reajo, rodamos várias vezes, agora em harmonia,&lt;br /&gt;gememos como quem  conversa, num misto de compreensão e&lt;br /&gt;direcionamento. Não conheço este fim, mas já não importa como acaba&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-4144448935190995858?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/4144448935190995858/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=4144448935190995858' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/4144448935190995858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/4144448935190995858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/03/crnica-26-mais-um-fim-de-semana-fora-e.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RgaLKiX1DbI/AAAAAAAAAFs/GmyjUU7nj3Y/s72-c/cassatt13.JPG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-247514891406445021</id><published>2007-03-01T15:54:00.000-08:00</published><updated>2007-03-01T15:58:52.668-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RedosyjBixI/AAAAAAAAADQ/Aivgt0tAvgs/s1600-h/morisot18.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RedosyjBixI/AAAAAAAAADQ/Aivgt0tAvgs/s400/morisot18.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037109826929396498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;25. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximaste-te de mim para me mostrares um vestido que achavas lindíssimo, transparente e muito anos 80! Colaste o vestido a mim para eu ver como me ficava segurando-o com as tuas mãos sobre os meus seios. Não sei se foi de propósito que o fizeste mas sei que foi bom sentir as tuas mãos suadas. Pedi então para me chegares outro, pois queria que me tocasses novamente. Escolheste outro vestido, super curto! Voltaste a cola-lo a ao meu corpo para poderes me imaginar com o vestido que tu gostavas que eu usasse. Desta vez foste mais ousada e ao descolares o tecido, dois dos teus dedos entraram dentro da minha camisa para rapidamente e timidamente se afastarem de mim. Não sabias o que eu pensava de ti nem se a atracção era mútua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para os vestiários com todos aqueles vestidos para provar… Entramos as duas no mesmo compartimento. Tirei a t-shirt e com o pretexto de querer arranjar um vestido em que não fosse necessário usar soutien fiquei nua, apenas com umas pequenas cuecas brancas. Tinha o peito suado e era difícil respirar dentro daquela loja cheia de gente e com o ar condicionado a aquecer cada vez mais o espaço. Estavas imóvel a olhar para mim e para os meus gestos irrequietos agarrando num e no outro vestido e tocando com um pouco dos meus seios nos teus que se escondiam dentro de uma camisa. Vesti o tal vestido mais curto e perguntei-te o que achavas mas tu com os lábios e a face vermelhos nem respondeste. Tirei novamente o vestido e no momento em que o pouso agarraste-me em ambos os seios com as tuas mãos a ferver e disseste-me que me querias comer ali mesmo! Não disse nada, apenas sorri de uma forma envergonhada! Ficamos a olhar-nos enquanto uma das tuas mãos descia e tocava nas minhas cuecas molhadas. Tocaste continuamente no meu sexo mas sempre sobre o tecido molhado. Lambeste todo o meu corpo enquanto eu me deixei ser tua encostada à parede sem fazer nada, apenas a ser comida por ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos dos vestiários. Comprei o tal vestido mais curto saindo da loja com ele já vestido. Sorrias imenso e não paravas de falar pois estavas excitadíssima a fazer planos para sairmos nessa noite. Sem que te deixasse acabar a frase beijei-te de surpresa. Não tiveste tempo de reagir e afastando-me apenas por um segundo voltei a faze-lo. Adoro beijos de surpresa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-247514891406445021?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/247514891406445021/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=247514891406445021' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/247514891406445021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/247514891406445021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/03/25.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RedosyjBixI/AAAAAAAAADQ/Aivgt0tAvgs/s72-c/morisot18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-3679997946236230595</id><published>2007-03-01T15:24:00.000-08:00</published><updated>2007-03-01T15:53:50.456-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RednbSjBiwI/AAAAAAAAADE/m0pDZ_2afsk/s1600-h/morisot.bath-hair.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RednbSjBiwI/AAAAAAAAADE/m0pDZ_2afsk/s400/morisot.bath-hair.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037108426770057986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;24. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria acordar-te. Estavas de costas para mim e eu passei a mão pelas tuas costas, pelo teu peito tão familiar e como se do meu se tratasse.&lt;br /&gt;Peguei numa caneta e fiz-te uma tatuagem enquanto ainda dormias. Cobri as costas com o desenho grande de uma cobra que se enrolava em si própria. Beijava o teu pescoço enquanto construía um mundo de símbolos que decoravam a cobra e assim construi uma fantasia nas tuas costas. Transformava-te num homem tatuado, marinheiro talvez.&lt;br /&gt;Como não acordaste, passei a desenhar também o braço e outras partes do corpo, onde podia e sem te acordar. Demorei horas na descoberta dos detalhes ainda desconhecidos de um corpo tão familiar. Cobri-o aos poucos com tinta preta e depois com pormenores a tinta dourada.&lt;br /&gt;Acordavas, levemente, de vez em quando e voltavas a adormecer.&lt;br /&gt;Apeteceu-me trazer mais coisas para esta festa que fazia contigo ausente. Fui buscar um diluo cor-de-rosa. Passeio entre as tuas pernas entreabertas. Devagarinho e untado com azeite.&lt;br /&gt;Finalmente acordaste, mas nada mexeu em ti. Só um gemido de vez em quando e uma expressão que parecia um sorriso.&lt;br /&gt;Comi o teu pescoço e os ombros. Digo comi porque literalmente trinquei e puxei com os dentes, cada vez com mais forca, enquanto olhava as tuas novas tatuagens e continuava as carícias entre as pernas com o diluo cor-de-rosa. Penetrou-te um sexo que não era de ambos. Mas que nos dava prazer. Com as mãos tocamos o sexo do outro muito devagar. Sem palavra. Tu não eras tu mas um ser tatuado que existia para este momento. Eu não era eu. Viemo-nos nesta posição bastante estranha e assim acabamos por adormecer os dois.&lt;br /&gt;Quando acordaste olhaste o teu corpo no espelho e sorriste. Achaste-te bem, decorado com desenhos, com ar Durão e machão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-3679997946236230595?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/3679997946236230595/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=3679997946236230595' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/3679997946236230595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/3679997946236230595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/03/24.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/RednbSjBiwI/AAAAAAAAADE/m0pDZ_2afsk/s72-c/morisot.bath-hair.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-4340292188749962944</id><published>2007-02-28T02:35:00.000-08:00</published><updated>2007-02-28T02:44:38.980-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/ReVb2CjBitI/AAAAAAAAACg/NI6XAGX0zQA/s1600-h/parrott.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/ReVb2CjBitI/AAAAAAAAACg/NI6XAGX0zQA/s400/parrott.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5036532742238603986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Crónicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma cabra.&lt;br /&gt;Inicialmente era um incómodo que assim me chamassem – insulto de&lt;br /&gt;insensibilidade cruel, revestida de conotação sexual. Agora, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma cabra, no fundo, é uma libertina sem apego. Uma mulher auto-&lt;br /&gt;suficiente, que assusta os outros pelo poder que tem. Que se&lt;br /&gt;responsabiliza por aquilo que quer, e pela forma como o obtém.&lt;br /&gt;Improvavelmente conquistável - as pessoas não são terras&lt;br /&gt;desconhecidas onde se espeta uma bandeira e se grita “é minha!”. Não,&lt;br /&gt;não sou de ninguém, apenas de mim própria. Não há posses&lt;br /&gt;sentimentais, apenas corpos efémeros que estão ali porque querem. Não&lt;br /&gt;obrigo ninguém, não violento ninguém. Cada um que esteja por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também já me chamaram ninfomaníaca – que mais pode ser uma mulher que claramente procura o prazer? Uma insasiável, eterna disfuncional, se fosse normal seguramente já teria encontrado algum macho que lhe&lt;br /&gt;desse tudo aquilo que ela precisa, a saber: uma boa pila e o&lt;br /&gt;reconforto de ser útil para ele. De “servir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seduzo como qualquer pessoa com libido e sem medo de ir até ao fim.&lt;br /&gt;Não prometo nada, jogo às claras com o objectivo de bom sexo, de uma&lt;br /&gt;boa experiência. Só. Já me acusaram de fazer com que se apaixonassem por mim, mas quem no seu perfeito juízo se apaixona por um palminho de cara e dois palmos de boas pernas com uma rata no meio? O amor não é um sentimento que&lt;br /&gt;nos cresce pelo aspecto visual e pelo cheiro, sem se saber bem de&lt;br /&gt;onde. Isso é tesão, desejo. Para amar, é preciso existirem duas&lt;br /&gt;pessoas e sentimentos de ambas as partes. Amor é sempre plural – e&lt;br /&gt;nem eu falo de amor com os meus parceiros, nem me posso&lt;br /&gt;responsabilizar pelos seus sentimentos alheios. Somos adultos, não há&lt;br /&gt;razões para nos armarmos em inocentes enganados, até porque não há&lt;br /&gt;enganos nem mentiras. &lt;i&gt;It´s only sex.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há homens que, com desdém, se fascinam pelo inatingível. Talvez vejam&lt;br /&gt;nisso parte do meu charme, não sei. Nesses momentos, passo de cabra a&lt;br /&gt;puta. Tanto me faz. Esses dificilmente terão qualquer hipótese de me&lt;br /&gt;saltar em cima, se pretendo bom sexo gente egoísta estará no fim da&lt;br /&gt;lista. Não sou um objecto masturbatório, nem um receptáculo de&lt;br /&gt;esperma – sexo comigo é prazer para os dois lados. Ou nada feito.&lt;br /&gt;Parte interessante do sexo é a partilha de prazer: estar entediada de&lt;br /&gt;pernas abertas enquanto o outro se delicia não faz o meu género. Não&lt;br /&gt;sou puta, não me pagam para isso. A moeda de troca não é dinheiro, é&lt;br /&gt;prazer. Mais difícil, porque exige igualdade, e nem toda a gente a&lt;br /&gt;isso se presta.&lt;br /&gt;E se não prestam, mando-os embora; apetecendo-me, masturbo-me sozinha – pelo menos assim, tenho satisfação garantida.&lt;br /&gt;Mas não pensem que a masturbação é um recurso secundário ao sexo a&lt;br /&gt;dois: nada disso. É uma actividade alternativa, complementar ao meu&lt;br /&gt;conforto. É um prazer diferente, insubstituível, privado. Uma outra&lt;br /&gt;forma de intimidade, que me é essencial para o meu bem-estar enquanto&lt;br /&gt;mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-4340292188749962944?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/4340292188749962944/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=4340292188749962944' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/4340292188749962944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/4340292188749962944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/02/sou-uma-cabra.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_SnJA_4kCzL8/ReVb2CjBitI/AAAAAAAAACg/NI6XAGX0zQA/s72-c/parrott.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-117103804893349525</id><published>2007-02-09T08:17:00.000-08:00</published><updated>2007-02-09T08:20:48.946-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/234909/Berthe%20Morisot%20-%20Jeune_Fille_en_Blanc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/400/7326/Berthe%20Morisot%20-%20Jeune_Fille_en_Blanc.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;22. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em noites escuras, abro a janela e fico a olhar para os cabos de alta&lt;br /&gt;tensão. Mas poucas são as noites que passo sozinha, no meio dos&lt;br /&gt;afazeres sociais e encontros precários de trabalho. As minhas&lt;br /&gt;preferidas são as de terça-feira, no club de chá onde jogamos bridge&lt;br /&gt;e bebericamos chá inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um clube exclusivo de mulheres, onde por vezes nos vestimos de&lt;br /&gt;homens. O chá é na realidade whisky e as cigarrilhas não raramente&lt;br /&gt;encerram segredos.&lt;br /&gt;O tecido das poltronas gasta-se ao sabor dos nossos desejos, enquanto&lt;br /&gt;as cortinas grossas encerram essa particularidade social de gostarmos&lt;br /&gt;muito de sexo e do acordo comum de não o reprimirmos entre aquelas&lt;br /&gt;múltiplas paredes.&lt;br /&gt;Aprecio a sensualidade fugaz dos corpos, de os beijar e sexualizar&lt;br /&gt;sem nunca tocar profundamente nas almas. Quando corre bem, fica&lt;br /&gt;apenas uma marca nas suas memórias,  um leve ardor na pele, e é só.&lt;br /&gt;Gosto de coisas simples e aprecio a candura do acto, daquele momento&lt;br /&gt;de proximidade entre desconhecidos no qual subitamente se descobre&lt;br /&gt;todo o humano inquieto que há no outro, um desconhecido que&lt;br /&gt;identificamos como nós, numa espécie de irmandade oculta sem&lt;br /&gt;quaisquer laivos de incesto.&lt;br /&gt;Saboreio a entrega às mais diversas práticas, em busca do que sou -&lt;br /&gt;dos meus limites, ou do prazer sem limites. Não vejo o sexo como uma&lt;br /&gt;coisa porca, crónica, instinto primário negligenciado ou reprimido.&lt;br /&gt;Não, nada disso – o sexo é belo em todos os seus defeitos, mesmo se&lt;br /&gt;for rápido, disforme, e, sobretudo, saíndo da banalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito em elevações cósmicas, mas se tal existisse, seria por&lt;br /&gt;ventura através do sexo que lá chegaríamos. Porque é como dormir o&lt;br /&gt;momento em que saímos de quem somos, não para um planisfério de&lt;br /&gt;sonhos mas de concretizações, entrando na pele de quem nos acompanha&lt;br /&gt;subtilmente pelos poros e transformando-nos no seu sangue, batimento&lt;br /&gt;cardíaco e aceleração metabólica. O sexo é uma viagem pelas outras&lt;br /&gt;pessoas, onde descobrimos semelhanças e afinidades, a matéria comum&lt;br /&gt;de que somos compostos. No caso deste club, uma composição vulvular&lt;br /&gt;variada e bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos diversas idades que nem sempre se adivinham pelas pregas dos&lt;br /&gt;ossos. Algumas somos casadas, outras divorciadas, outras lésbicas&lt;br /&gt;assumidas, e até meras curiosas nos vêem espreitar. Abrimos a nossa&lt;br /&gt;experiência a todas as que nos querem ver, continuando invisíveis&lt;br /&gt;perante todos os que preferem ignorar, que talvez sejam muitos: não&lt;br /&gt;nos interessa.&lt;br /&gt;Partilhamos-nos diversamente, em salas comuns de grandiosos tapetes&lt;br /&gt;de veludo; ou em habitáculos privados, resguardados dos doces olhares&lt;br /&gt;alheios. Não existem obrigações, ciúmes ou posses: a única obrigação&lt;br /&gt;é o respeito mútuo, as máscaras que nos semicerram o rosto e que&lt;br /&gt;colocamos à entrada, e o roupão de seda escuro que envergamos no&lt;br /&gt;vestíbulo em troca das nossas roupas diárias. Despidas da nossa&lt;br /&gt;identidade social externa, podemos assim usufruir-nos em pleno gozo&lt;br /&gt;da nossa total liberdade feminina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-117103804893349525?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/117103804893349525/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=117103804893349525' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/117103804893349525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/117103804893349525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/02/22.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-117050569708065236</id><published>2007-02-03T04:24:00.000-08:00</published><updated>2007-02-03T04:28:17.093-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/483064/Berthe%20Morisot%20-%20Julie%20Manet%20and%20her%20Greyhound%20Leartes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/400/667988/Berthe%20Morisot%20-%20Julie%20Manet%20and%20her%20Greyhound%20Leartes.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo me masturbar algumas vezes, por semana, por dia, depende. Enfim, tenho na memória algumas cenas deste acto relatado em livros, por exemplo em Justine, de Lawrence Durrell, não a de Sade. A mulher que falo vivia em Alexandria, aquela cidade egípcia da qual se reconhece o incêndio de uma das maiores bibliotecas da humanidade. A cidade é fogo. Ela tinha um ar de auto-suficiência, era bela, vestia branco e chapéu. Todos os dias de manhã, sobre o sol que entrava pela persiana, aquele sol já morno que ameaça a noite, masturbava-se. Na cama, deixava o lençol e as almofadas serem seus cúmplices. Dava-lhes um jeito de forma anatómica para se entrelaçarem nas pernas, nas virilhas, e bicudos tocassem no clítoris. Era uma mulher sedutora, mas reservada, solitária e casada com um qualquer milionário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou se quer próxima dessa mulher. Não me masturbo de manhã, podia nomear uma preferência no dia, ao fim da tarde. É quando a luz começa a cair que o meu corpo me lembra que existe. Sinto a barriga quente, com uma breve sensação de prazer, e começo a pensar, muito intuitivamente e dependendo de onde estiver, como me vou saciar. Procuro sempre alguma coisa na qual me possa deitar. Tenho que abrir as pernas para que toque na minha vagina. Confortável para conseguir atender a tudo que vem à cabeça. Os sofás são bons. Os cantos das camas. As almofadas. Não gosto de me tocar a mim própria, não retiro prazer disso. Gosto que alguma coisa me toque enquanto movimento o corpo. Na falta destes objectos, arranjo sempre maneira de substituir por outros: uma pilha de livros, um balcão, etc. Para mim a masturbação é um acto de concentração. Encosto a minha vagina despida, ou não, sinto o ar a passar e começo a imaginar coisas enquanto a esfrego pelos objectos. E isso sim excita-me muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que por trás está outra mulher a lamber-me, e que atrás dela está outra a fazer-lhe o mesmo. Quase que sinto a saliva fresca que sobra para o rabo. Quase que as ouço a ter prazer. Já imaginei, noutra sessão, um homem a penetrar-me ao mesmo tempo que me masturbava. Mas com ele estavam muitos mais à espera da sua vez. Muito excitados serviam-se da minha coninha assim: todos molhados muito rapidamente enfiavam os seus pénis à vez na maior altura da tesão, sem se chegarem a vir. Nunca atribuí caras a estas pessoas, não tem a ver com um desejo pessoal por alguém. É puro sexo e corpo. Somente uma vez, numa altura de vida adolescente, imaginava sempre, enquanto me satisfazia, que lambia a vagina bem aberta de uma amiga. E lambia, lambia, repetia na minha cabeça: deixa-me lamber-te. A saliva crescia na boca. É curioso pensar que quando a encontrava, fosse na noite ou no café, não sentia este tipo de desejo. Mas quando me embebedava era difícil de resistir. Acabei sempre por resistir e ficar com o meu plaisir secrète.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-117050569708065236?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/117050569708065236/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=117050569708065236' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/117050569708065236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/117050569708065236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/02/21.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116924333783919398</id><published>2007-01-19T13:46:00.000-08:00</published><updated>2007-01-19T13:48:57.853-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/677741/morisot.woman-theater.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/400/702414/morisot.woman-theater.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;20. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A administradora.&lt;br /&gt;Dá-me vontade de rir quando apanho mais um grupinho de rapariguinhas com fome atrás de uma secretária a murmurarem histórias sobre mim. Algumas são verdade outras nem por isso, que importa se são inventadas e se são boatos contados e re-contados vezes sem conta. À medida que vão passando de boca em boca vão diminuindo porque ninguém tem coragem de contar a história tal como aconteceu, nem de lhe ampliar um ponto que seja. Não querem a verdade e então tornam-me vitíma, um cordeiro redentor que lhes vai salvar a vida. Sirvo, sem dúvida, eu e os meus actos, de justificação para todo o mal do mundo. Por tudo isto tenho o valor do ouro usado que veio de um alto pagão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo em que eu era ingenua deixei-me levar por almoços e jantares de negócios e outros encontros que me pareciam levar-me profissionalmente a algum lado. Mas estes acabavam sempre por se tornarem decepcionantes. Diziam (já perto da sobremesa) que eu era distante e fria. Ou, ainda pior, que eu era dificil. Entendia bem as palavras mas confundiam-me as acções a que se remetiam. Sobre o objectivo dos encontros, nunca este foi alcançado. Eu pensava que estava a trabalhar, os meus acompanhantes, uniam o trabalho a qualquer outra coisa que para mim não era clara. Desta falta de sintonia nada se concretizava, ficava o dito pelo não dito e voltava tudo ao ponto em que estava antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo fui percebendo o sentido daqueles encontros ajudada por algumas pessoas mais velhas com quem me dava bem. A entendimento disto levou-me a fazer uma análise e a retirar algumas conclusões. Comecei por me perguntar se teria sentido algum desejo por alguma destas pessoas com quem me encontrava. A resposta era na maioria dos casos sim. Eu sentia desejo, uma atracção forte, por este ou aquele homem, mas não por todos. Sabia que o facto de me intimidarem com a sua presença, de depender deles o meu futuro, a concretização das minhas pequenas ambições, me fazia entrar num estado de acelaração ritmica, de subir a um pico de entusiasmo dificil de derrubar.  As pessoas realizadas e já com um certo estatuto sempre tiveram este efeito sobre mim. Fazem-me sentir miníma e desprotegida, o que de certa maneira, não me leva a ter sensações negativas, antes pelo contrário, em certos casos permite-me entrar num estado de euforia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma altura em que nada acontecia, tinha encontros com menos frequência, no entanto não deixava de pensar no assunto até com alguma paixão. Um dia de manhã recebo um telefonema de um homem com o qual estive várias vezes para discutir projectos e ambições sem sucesso algum. Perguntou-me se poderia vê-lo. Encontramo-nos de manhã cedo um sítio incaracterístico, pediu-me para o acompanhar ao carro. Segui-o e entre sorrisos esboçados e pequenas gargalhadas atrevidas ele propos-me um encontro com um segundo homem que eu conhecia igualmente bem num quarto de hotel. Sem pensar na estranheza da situação, sem pensar em mais nada se não na vontade de estar com este segundo homem, aceitei movida unicamente pelo desejo. Se me perguntarem se esperava conseguir tirar algum tipo de vantagem da situação respondo-vos já que não pensei nisso, mas inconscientemente essa questão podia-me ter servido de estímulo. Que me lembre as situaçãos de poder, sem falar nos papéis estagnados de submissa/dominadora que me aborrecem, sempre me excitaram em oportunidades de relações sexuais (mais ou menos consumidas, mesmo em pequenos flirts ardentes). Retomando à história, fui ter ao hotel completamente anestesiada, de membros dormentes mas a tremer de ansiedade. Cheguei à recepção e perguntei pelo segundo nome da pessoa que eu iria encontrar. O recepcionista deu-me a chave e eu segui. Subi e lembrei-me de ter visto esta cena em vários filmes, os grandes hoteis com escadarias monumentais. Subi e mais tarde bati à porta. Mal entrei baixei de imediato as luzes para não ver a dimensão tão pequena do espaço. Também não o vi a ele. Deitei-me na cama e deixei-me estar. Comecei a ouvir os sons hesitantes dos lençois da cama, como se um animal passasse por cima deles com lentidão. Encontramo-nos aos poucos e devoramo-nos sem medos e sem palavras. Quando caímos para o lado cansados e eu por mim, extremamente feliz pela minha realização no momento, ouço o nosso intermediario a brir a porta. Não fazia diferença nenhuma que ele entrasse, concordei com pequenos sinais que ele se juntasse e sem qualquer violência troquei os braços e o corpo de um pelo do outro. Aconteceu com tamanha suavidade que a felicidade parecia não ter fim. Um dos raros momentos que sabemos o que é isso de facto e com rigor. Antes que nos olhassemos, saí a correr, deixei-os sozinhos, sem planos para os encontrar. Sempre que nos vimos sorriamos e cometiamos os mesmos actos. A partir de então, tornou-se natural unir vários interesses num só almoço, num só jantar, ou num pequeno encontro para café. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dado nas vistas por chegar tarde da hora de almoço ou por sair mais cedo alegando sintomas de uma indisposição qualquer. Se tenho recebido algum tipo de compensação…bom, pessoalmente sim, as minhas fantasias tornam-se a cada passo realidade e eu descubro-me no corpo de mais um homem totalmente e sem pudor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116924333783919398?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116924333783919398/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116924333783919398' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116924333783919398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116924333783919398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/01/20_19.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116903136207525829</id><published>2007-01-17T02:53:00.000-08:00</published><updated>2007-01-17T02:56:02.090-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/735307/Berthe%20Morisot%20-%20The_Cheval_Glass%20-%201876.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/400/271942/Berthe%20Morisot%20-%20The_Cheval_Glass%20-%201876.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;19. Crónica &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi uma noite diferente. Há dias em que nos cansamos do que&lt;br /&gt;somos, noutros desejamos ser outro alguém. Aborrecimento,&lt;br /&gt;tranquilidade e premeditação conduziram à nossa troca de papéis de&lt;br /&gt;domingo, o dia mais chato do ano, que se repete infinitamente cada&lt;br /&gt;semana, e assim se aproxima, dia após dia.&lt;br /&gt;“Eu sou homem, tu és mulher”, assim nos vestimos a rigor para jantar.&lt;br /&gt;Desligámos a televisão e cozinhaste para mim do alto dos teus tacões,&lt;br /&gt;enquanto eu me absorvia na leitura do jornal do empresário de&lt;br /&gt;sucesso. Acendemos velas enquanto te espreitava o decote, era bonito&lt;br /&gt;e ficava-te bem, e até tiveste o detalhe honesto de um mamilo erecto,&lt;br /&gt;vislumbrado enquanto te arrepiava o braço sem querer, com uns&lt;br /&gt;salpicos de vinho tinto. Ficas bem de vestido, pensei então, enquanto&lt;br /&gt;olhava a linha das tuas costas magras e saboreava o prazer da&lt;br /&gt;imaginação daquilo que não via mas iria mais tarde ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discorremos sobre futilidades com os olhos ardentes, prolongando o&lt;br /&gt;vazio da nossa conversa e retendo a ansiedade do que viria a seguir.&lt;br /&gt;Levantaste-te para levar os pratos e trazer o resto, enquanto eu te&lt;br /&gt;seguia com o olhar os passos equilibrantes e o sorriso lascivo no&lt;br /&gt;regresso da sobremesa. Olhei gulosa para as taças transbordantes,&lt;br /&gt;para a garrafa que me pediste para abrir, e meti-te a mão por debaixo&lt;br /&gt;da mesa, para te sentir quente na luxúria do papel de quem recebe.&lt;br /&gt;Não interrompeste nada do que dizias, seguiste nos gestos&lt;br /&gt;efemininados recém adquiridos; o teu auto-controlo frio deixava-me&lt;br /&gt;cada vez com mais vontade de te provocar, de te acariciar a pele com&lt;br /&gt;as pontas dos dedos que se me iam ficando húmidas, reflexo quer da&lt;br /&gt;muita roupa que tinha vestida e da gravata que me apertava o pescoço,&lt;br /&gt;quer da excitação de pupilas dilatadas que me conquistava as formas e&lt;br /&gt;me acelerava o orgão do amor.&lt;br /&gt;Passei a língua pelo copo enquanto pensava em ti como meu acessório&lt;br /&gt;de prazer. Desapertei a gravata e enterrei-me mais na cadeira, de mão&lt;br /&gt;na tua coxa. Tacteei à procura dos teus dedos, e puxei-os para junto&lt;br /&gt;de mim, para me tocar. Os teus gestos continuavam desinteressados,&lt;br /&gt;algo acanhados, quase como se não estivesses totalmente aqui.&lt;br /&gt;Inclinei-me para o teu rosto enquanto fechavas as pálpebras e abrias&lt;br /&gt;os lábios num suspiro de ausência que enchi com pequenas dentadas;&lt;br /&gt;percorri com a língua todo o contorno da tua boca, subindo depois&lt;br /&gt;pelo nariz, sentindo já as tuas mãos na minha camisa larga e a tua&lt;br /&gt;barba mal feita a roçar o tecido.&lt;br /&gt;Não quiseste levantar-te mais, ergui-me eu e encostada à mesa deixei&lt;br /&gt;que me desabotoasses as calças e me humedecesses com saliva. Como&lt;br /&gt;continuavas de olhos fechados, lento na penumbra da sala mas sem&lt;br /&gt;recusar a minha abertura de movimentos, subi-te o vestido e sentei-me&lt;br /&gt;em ti. Passei a mão pelo teu rosto sentindo cada milímetro de pele&lt;br /&gt;como se fosse minha, e observei atentamente o teu rosto adormecido&lt;br /&gt;enquanto te dirigia para o sítio certo. Naquele momento, tiveste uma&lt;br /&gt;ínfima contracção muscular, um pequeno espasmo na face,  sinal&lt;br /&gt;minúsculo e exclusivo que me indicava que aquele corpo era realmente&lt;br /&gt;teu, que eras mesmo tu da nuca ao chão. Ordenei o ritmo como se fosse&lt;br /&gt;apenas meu, usei a tua mão como se de facto fosse minha, e quando me&lt;br /&gt;vim saí, ofegante, cumprindo o papel que me cabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seguimento da tua erecção era problema teu. Ficámos os dois semi-&lt;br /&gt;despidos do nosso papel transvestido a olhar para o teu membro,&lt;br /&gt;erecto e desconsolado. Era difícil ignorá-lo, parecia que ele, tão&lt;br /&gt;óbvio na sua emotividade, nos observava de todos os ângulos, vibrando&lt;br /&gt;por vezes como se estivesse a tentar comunicar. Acendi um cigarro e&lt;br /&gt;arrastámos-nos para o sofá, no meio de uma núvem de fumo e quiçá&lt;br /&gt;ternamente murmurei que te amava e sabendo que não, pensei que te&lt;br /&gt;poderias contentar com isso; e assim adormeci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116903136207525829?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116903136207525829/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116903136207525829' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116903136207525829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116903136207525829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/01/19.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116879179205453356</id><published>2007-01-14T08:22:00.000-08:00</published><updated>2007-01-14T08:34:35.996-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/28065/Berthe%20Morisot%20-%20Portrait%20of%20Jean%20Nepontillon%20-%201894.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/400/926206/Berthe%20Morisot%20-%20Portrait%20of%20Jean%20Nepontillon%20-%201894.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;18. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humor bastardo este que me provoca tantos problemas pela manhã...Não é esta a primeira vez que planeio fazer algo diferente pela manhã, como ficar ali mergulhada na ressaca da noite que ainda dura, apenas interrompida por uns raros minutos de sonolência e divagação visual por todas as imagens que nos mirram o olhar ao longo da noite. E deste estado partir de olhos semi-cerrados em busca do teu corpo, dos teus cabelos, cego, prefiro de todas esta cegueira, a matinal, a que me pertence de uma forma maquinal e automática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estas horas os movimentos corporais que te quero transmitir são mais dispersos, fluem de outra forma, como se o racional que há em mim desaparecesse por completo e só o possível movimento de encaixe me dirigisse em ti, vagueando em ti, aproveitando o atrito bom que a minha pele provoca na tua, e que a tua pele parece reconhecer na minha. Enfio os dedos no teu cabelo, toco-te com intenção pela primeira vez  esta manhã, e são os teus cabelos e o volume que ostentam onde perco mais  tempo em ti, às vezes na rua perco horas neles, esqueço-me de estar, de fazer,  de pensar em fazer, e sou transportado para ti através do toque. São, e sei que me achas estranha por isto, um orgão extremamente sexual meu mas no teu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou neste impasse mais uma vez, quero que me possuas, que me permitas possuir-te agora, antes de te levantares para as torradas e o horrível odor que libertam quando são tostadas naquela torradeira velha que tens, mas tenho receio, medo que as definições que tens para mim se imponham mais uma vez e seja o fim desta manhã, e pelo menos ainda estás deitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achas, e sei que sim, que sou mal humorada pela manhã, e de facto tens razão, não gosto que me dirijas a palavra de manhã, que olhes demasiado para o meu corpo, não gosto mesmo nada de tomar banho contigo, de te cheirar e às tuas torradas, não gosto das pessoas na cidade, mas gosto da cidade, da cúpula matinal, dos automatismos de todas as peles. E hoje vou enquanto te afagar os cabelos, puxar-tos com força, enfiar-te a cabeça na almofada sufocando-te até que peças para parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponho-me nas tuas costas nuas, no teu corpo que já se encontra nu e vou fazer com que me desejes enquanto sentires a minha vagina nas tuas costas, nas tuas nádegas, e os meus seios nos teus braços, na tua nuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero magoar-te a sério, quero que berres, supliques para parar... mas  hoje não vou mesmo parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vais virar-te de frente para mim, porque te vou deixar fazê-lo, e vais sentir-te erecto, vais sentir-te ainda mais quando te espetar as unhas  que previamente moldei para esse efeito, no peito e um rasgo de sangue te surgir de leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confuso, num misto de prazer e dor vais ficar ali, como tantas vezes ficas, boquiaberto, sem reacção. Mas eu vou continuar, vou pegar-te e enfiar-te em mim, com cuidado, lentamente, para que sintas o conforto de cada centímetro que percorreres em mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou continuar assim até ouvir lá fora as sete badaladas do relógio na igreja, e depois as outras sete da igreja ao lado dessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provocada por esse som, esse controlo estúpido que se intromete entre nós de cada vez que acordamos na mesma cama, escorrego com brutalidade por ti, mexo-me com a violência que nunca conheces-te em mim, vais querer que pare...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou vir-me as vezes que me apeteça, as vezes que hoje particularmente me apetece, e tu exausto vais conhecer todos os limites em ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116879179205453356?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116879179205453356/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116879179205453356' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116879179205453356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116879179205453356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2007/01/18.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116671985862699345</id><published>2006-12-21T08:49:00.000-08:00</published><updated>2006-12-21T08:50:58.653-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/256723/Berthe_Morisot%20-%20Mulher%20de%20vermelho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/400/277342/Berthe_Morisot%20-%20Mulher%20de%20vermelho.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;17. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecemo-nos há alguns anos numa festa de amigos; era uma casa&lt;br /&gt;grande, um palacete cheio de quarto e divisórias. Como em todos os&lt;br /&gt;casamentos, entediante até ao terceiro copo.&lt;br /&gt;Não me lembro de o ver chegar, mas por volta do quarto whisky já&lt;br /&gt;estávamos juntos a rir. Ele tinha umas mãos discretas que subiam&lt;br /&gt;pelos braços até uns ombros que se adivinhavam largos de estrutura,&lt;br /&gt;não de esforço. Era óbvio na forma como se tentava aproximar, mas&lt;br /&gt;encantador na sua fria sinceridade. Tinha a vantagem de não ser&lt;br /&gt;tímido e não gostar de jogos – e eu já andava farta de homens armados&lt;br /&gt;ao criativo do piropo, sedutores superiores de póquer ganho, ou ainda&lt;br /&gt;armados em indiferentes distantes. Nada disso. Eu gosto de jogar sem&lt;br /&gt;jogo, e de igual para igual – o que vai sendo difícil nestes dias.&lt;br /&gt;Assim que com risos e sem procurar grandes disfarces, fácilmente nos&lt;br /&gt;encaminhámos de forma intelectual para a biblioteca. Antes mesmo de&lt;br /&gt;passarmos a ombreira da porta eu já tinha a saia no queixo e o peito&lt;br /&gt;a saltar-me ofegante pelo decote, enquanto que a sua outra mão quente&lt;br /&gt;me deslizava pelas costas abaixo e me moldava de prazer. Ele era, sem&lt;br /&gt;dúvida alguma, o homem que mais me tinha excitado nos últimos meses.&lt;br /&gt;Tinha um cheiro natural intenso, envolvente e único, e uns dedos que&lt;br /&gt;me tocavam de forma suave e firmemente comprometidos. Rebolámos até&lt;br /&gt;ao sofá, perto do qual estava um grande número de prendas de&lt;br /&gt;casamento. Havia um cesto de comida fina, roubámos um frasco de mel,&lt;br /&gt;com o qual ele fez desenhos no meu baixo ventre e no meu sexo, antes&lt;br /&gt;de mo lamber intercalado de goladas de whisky. Eu vinguei-me no&lt;br /&gt;caviar, cobrindo-lhe os mamilos e pintando-lhe o sexo de forma&lt;br /&gt;lasciva e gulosa.&lt;br /&gt;Parámos apenas quando descobrimos um embrulho cor-de-rosa, de laço de&lt;br /&gt;seda e forro em suave cetim. Entre risadas, disse-lhe que nunca tinha&lt;br /&gt;experimentado um vibrador. Ele sorriu como um gato, e dispôs-se a&lt;br /&gt;mostrar-me como era/sou.&lt;br /&gt;Começou então a lamber-me muito devagarinho as nádegas, descendo para&lt;br /&gt;o meu sexo. A mão, com o vibrador já ligado, ia-lhe seguindo a rota&lt;br /&gt;do beijo. Calhou parar num sinal, que tenho na parte da frente da&lt;br /&gt;coxa, beijá-lo demoradamente e seguir com o vibrador para o meu monte&lt;br /&gt;de vénus. Acariciou-me os lábios e encostou o vibrador ao meu&lt;br /&gt;clitóris. Era tão bom! Mas sempre que pela minha respiração me notava&lt;br /&gt;ofegante, parava, continuando apenas com a tortura dos beijos nas&lt;br /&gt;pernas e no baixo ventre. Depois, recomeçava.&lt;br /&gt;Quando me sentiu bem molhada, inseriu um dedo suave na minha vagina,&lt;br /&gt;num ritmo lento, para depois o tirar; aquela mão trabalhando sempre&lt;br /&gt;em conjunto com o vibrador deixavam-me a enloquecer, como que a&lt;br /&gt;arder, queria implorar-lhe que terminasse com aquilo, mas por mais&lt;br /&gt;algum tempo ele continuou, deliciado no meu prazer suspenso, deixando-&lt;br /&gt;me a olhar para as dobras do tapete com vontade de me esfregar nelas&lt;br /&gt;até me vir. Chegou a um ponto em que no limite do precipício recusado&lt;br /&gt;me senti esmorecer, e arrefecer. Ele decerto sentiu isso, mas fez&lt;br /&gt;como se de nada se tratasse, pôs o vibrador de lado e começou a&lt;br /&gt;lamber-me os lábios já muito inchados, voltando a regá-los com mel. E&lt;br /&gt;assim continuou, por um bocado; eu sentia-me torpa e a pensar que já&lt;br /&gt;não sentia nada, quando, de súbito, sinto de novo algo no meu&lt;br /&gt;clitóris a vibrar, como se me acordasse, fazendo com que em meros&lt;br /&gt;segundos um crescendo rebentasse dentro de mim e que explodiu num&lt;br /&gt;orgasmo gigante e absoluto.&lt;br /&gt;Fiquei ainda algum tempo a arfar, tentando recuperar o ar e o&lt;br /&gt;equilíbrio. Ele exibia um sorriso doce de mel, enquanto me murmurava&lt;br /&gt;que tirava grande prazer em dar prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço bem o noivo da minha amiga, mas espero que seja tão&lt;br /&gt;generoso com ela como este delicioso amante que descobri no seu&lt;br /&gt;casamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116671985862699345?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116671985862699345/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116671985862699345' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116671985862699345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116671985862699345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/12/17.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116652420979079134</id><published>2006-12-19T02:16:00.000-08:00</published><updated>2006-12-19T02:30:09.816-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/77477/Berthe%20Morisot%20-%20A_Woman_at_her_Toilette%20-%201875.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/400/Berthe%20Morisot%20-%20A_Woman_at_her_Toilette%20-%201875.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;16. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não está ninguém em casa quando chego. Nem era suposto eu estar, mas os planos de passar o fim de semana no norte foram cancelados á ultima da hora e agora encontro-me sem planos numa 6a à noite. Parece que vai ser a saida do costume para o sitio do costume com os amigos do costume. Conversa descontraída, piadas e cusquice, enfím, confortável e divertido. &lt;br /&gt;Mando uma mensagem ao meu namorado a avisar que afinal estou cá. Tem o telemóvel desligado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frio da rua de qual venho faz-me vontade de sentir a barriga cheia e quente, apetece-me comer alguma coisa com molhos. Estou gulosa. Preparo comida picante. Bebo cerveja  fria de garrafa para o acompanhar. &lt;br /&gt;Estou sozinha mas não me sinto encomodada com isso. Ja meti música e estou confortável na minha sala. Enquanto a cerveja lentamente começa a dar-me moleza no corpo e o picante ainda pica nos labios sinto vontade de me masturbar. Mas tenho preguiça e decido que será melhor sair com a tusa. Danço melhor assim.&lt;br /&gt;Vejo o telemóvel, ninguém disse nada. Não sei qual é o plano da noite dos meus amigos mas não me quero meter num cafe.&lt;br /&gt;Sinto o impulso de sair sozinha, sem avisar nem combinar nada com ninguem.  Parto para o lado oposto da cidade, onde nunca costumo ir, há lá discotecas e bares que não conheço. Pelo caminho, compro outra cerveja e vou bebendo enquanto ando. &lt;br /&gt;Não paro para pensar em cruzamentos para decidir para onde virar, ando á deriva mas de uma forma determinada. Sinto uma ligeira euforia, em parte por me ter surpreendido a mim mesma, saíndo sozinha. Apetece-me ouvir musica alto demais para conversar e ver pessoas bonitas que não conheço. Depois de uma série de ruas e cruzamentos dou caras com uma porta iluminada, de fora ouvem-se os graves e a batida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro. Está quente. O ar está abafado e aveludado do fumo. Conheço a musica e comeco a cantá-la enquanto arumo o casaco e começo a dançar.  Sinto cumplicidade com todas aquelas pessoas que não conheço, pelo ritmo que nos  move e as letras que cantamos uns para os outros. É possivel olhar à volta e cruzar olhares com tanta gente a dizer as mesmas palavras que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra cerveja. &lt;br /&gt;Sempre perferi beber cerveja da garrafa, é ao mesmo tempo sensual e meio rude. Gosto especialmente como faço agora: enquanto dou um gole, beijando a boca da garrafa, troco olhares com um rapaz  atraente. Fica sugerido um desejo mais intimo. Ou talvez nao, nem eu sei se o faço a sério.&lt;br /&gt;Sorrimos descretamente, ele mantêm o meu olhar.&lt;br /&gt;Gosto desse tipo de ambiguidade.Trocas de olhares sugestivos são muito mais deliciosos para mim do que trocas de palavras.&lt;br /&gt;Até porque raramente as palavras acertam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a dançar com uma rapariga magra. Tem cabelo curto e descolorado e as costas á mostra, que dão para ver que tem várias tatuagens. Não mexe só as ancas enquanto dança mas o corpo todo. Frequentemente fecha os olhos e deita a cabeca para atrás ligeiramente como se assim sentisse melhor a musica. &lt;br /&gt;Estamos concentradas nas batidas e nos movimentos dos nosso corpos. &lt;br /&gt;Ela é bonita e gostaria de beijá-la. Enquanto penso nisto, sinto alguem  a encostar-se a mim. Olho lentamente e vejo o rapaz da troca de olhares, sorrio. Apertada confortávelmente entre os corpos dos dois só desejo uma maior aproximação. Enquanto sinto os labios dele a tocar no meu pescoço puxo a rapariga à minha frente para mim e beijo-a. Ela mete as mãos a volta da minha cintura encontrando os do rapaz e passa a língua nos meus lábios como um gato. O cabelo dela é um pouco áspero, faz me cocígas na cara quando ela beija o rapaz por cima do meu ombro. Fecho os olhos. Sinto as mãos deles sobre mim e as minhas sobre os corpos deles, somos só ancas e cinturas em sintonia. Concentro-me apenas no contraste e sobreposição de texturas e sabores.&lt;br /&gt;Metemos-nos na casa de banho.&lt;br /&gt;Temos todos as mãos nas calças uns dos outros quando comeco a ter a impressão que eles já se conhecem.&lt;br /&gt;Ele está atrás de mim e ela à frente a sussurrar no ouvido dele. Apercebo-me que lhe está a dizer o que ele deverá fazer a mim, isto enquanto eu tenho uma mão por dentro da t-shirt dela esfregando um mamilo e outra por dentro das calças apertando-lhe a nádega e puxando-a para mim. &lt;br /&gt;Sinto a respiração quente dele no meu pescoço e o seu pénis erecto encostado a mim.  Viro-me para beijá-lo e ele encosta-me a parede, a rapariga mete-se entre nos os dois e abaixa-se, sinto o cabelo dela no meu ventre enquanto a vejo a pegar no penis dele e colocá-lo na boca. Ele tem a mão nas minhas calças e os dedos a volta do meu clitóris, puxo a minha t-shirt para cima enquanto as nossas línguas se enrolam. Ele tem um sabor metálico. Sinto a parede fria nas costas. Ele morde-me os mamilos. Oiço a minha voz a fazer echo nas paredes mas parece ser de outra pessoa. &lt;br /&gt;Venho-me a fixar o olhar satisfeito do rapaz. Repiro fundo fechando os olhos para saborear os arrepios que sinto no corpo e oiço-o a vir logo de seguida. &lt;br /&gt;Quando abro os olhos a rapariga já se levantou e eles estão abraçados.&lt;br /&gt;Enquanto estamos encostados uns aos outros contra a parede sinto o telemóvel a vibrar, é uma mensagem do meu namorado. Pergunta onde estou, pede para ir ter com ele a casa de outro amigo para irmos todos sair.&lt;br /&gt;Vou lavar a cara e meto-me num taxi. Em tempo nenhum estou a porta de um apartamento familiar. Ele abre a porta e olha para mim percebendo que algo se passa de diferente mas sem saber exatactamente o quê. Estou corada e não paro de sorrir.&lt;br /&gt;Agarra-me e beija-me longamente. É confortável sentir a familiaridade da língua dele na minha boca enquanto sinto as cuecas ainda molhadas e a pressão no meu clitóris da exploração de outras mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-estás apetitosa... vamos para casa ou ainda queres ir sair? podemos fugir agora sem avisá-los.-pergunta-me baixinho deitando os olhos para o corredor atras dele por onde oiço o som de pessoas a rir. &lt;br /&gt;-vamos sair. Digo-lhe ao ouvido -hoje quero dancar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116652420979079134?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116652420979079134/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116652420979079134' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116652420979079134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116652420979079134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/12/16.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116602109745946944</id><published>2006-12-13T06:43:00.000-08:00</published><updated>2006-12-13T06:44:57.496-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/355156/cassatt18.JPG.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/400/948796/cassatt18.JPG.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;15. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There was a time where I was sharing a house with&lt;br /&gt;three men. Physically delicious but untouchable.&lt;br /&gt;Things were boring then. I though about ways of making&lt;br /&gt;this communal life more interesting and came up with&lt;br /&gt;the idea of having a house maid. One hour per week.&lt;br /&gt;They all said yes (because no one liked to clean&lt;br /&gt;toilets)&lt;br /&gt;I proposed to put an advert on the local newspaper.&lt;br /&gt;A few ladies answered the advert, came to our house,&lt;br /&gt;had tea with me and chatted about cleaning. None of&lt;br /&gt;them I felt was appropriated for the job. With the&lt;br /&gt;exception of a blond girl, gorgeous, long legs. She&lt;br /&gt;was the type that wears short skirts, tight trousers&lt;br /&gt;and likes to show what she had with a nice prominent&lt;br /&gt;cleavage. The way she moved her lips was hypnotizing&lt;br /&gt;and very sexy, the way she walked was fantastic.&lt;br /&gt;She was sexy.&lt;br /&gt;I asked her to come back when everyone was at home. I&lt;br /&gt;wanted to know if they feel sexual desire for her.&lt;br /&gt;When she entered the room (I hadn't told she would be&lt;br /&gt;our maid) we were all having dinner. The guys couldn't&lt;br /&gt;concentrate on what they were eating and stayed after&lt;br /&gt;the meal was finished chatting away.&lt;br /&gt;They really fancied her. And I could tell it so&lt;br /&gt;clearly.&lt;br /&gt;She left and I told them that she would come to work&lt;br /&gt;on our house for one hour every Thursday from five&lt;br /&gt;until six in the afternoon.&lt;br /&gt;They got sad because unfortunately that is the time&lt;br /&gt;they leave work and still would take about half hour&lt;br /&gt;to arrive at home. Almost could make it to see her&lt;br /&gt;every Thursday, but very seldom.&lt;br /&gt;The girl's wages was way above any house maid's&lt;br /&gt;salary. That was my idea, which I never shared with&lt;br /&gt;anyone, to pay her a lot of money – she would feel&lt;br /&gt;important, they would have to make a big effort to&lt;br /&gt;have her.&lt;br /&gt;Since the first week that Thursdays became very&lt;br /&gt;interesting. She would leave at six o'clock sharp and&lt;br /&gt;a few minutes later the guys would arrive, one and&lt;br /&gt;soon after the other. Somehow they managed to arrive&lt;br /&gt;earlier and even made it home before six a few times,&lt;br /&gt;just. Enough to keep the desire alive.&lt;br /&gt;To keep things interesting I would pass gossip from&lt;br /&gt;one side to the other. Which one she liked better&lt;br /&gt;(which would change as often as the weather), which&lt;br /&gt;one was the sexiest.&lt;br /&gt;To me this was between sharing an object of desire&lt;br /&gt;(although a different desire, being me a woman and&lt;br /&gt;them men) and observing desire as a voyeur.&lt;br /&gt;I spent exiting moments in this observation and&lt;br /&gt;experience on desire of the untouchable. Being all&lt;br /&gt;physically untouchable (for choice or for whatever&lt;br /&gt;other reason).&lt;br /&gt;One day everything ended. On a Sunday rainy day, she&lt;br /&gt;decided to knock on the door, see if someone was in&lt;br /&gt;and get protection from the unstoppable rain and have&lt;br /&gt;a chat. The boyfriend came in with her and they talked&lt;br /&gt;about life. Next week we all agreed that we couldn't&lt;br /&gt;afford the luxury of having a maid. With it my sensual&lt;br /&gt;awareness of their beautiful presence as males faded.&lt;br /&gt;They became the nice guys I share the house with.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116602109745946944?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116602109745946944/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116602109745946944' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116602109745946944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116602109745946944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/12/15.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116594419446014664</id><published>2006-12-12T09:17:00.000-08:00</published><updated>2006-12-12T09:23:14.493-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/999880/cassatt19.JPG.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/400/3447/cassatt19.JPG.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;14. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha escrito uma outra crónica, mas decidi não a enviar porque toda  a gente adivinharia facilmente quem sou; pelo que decidi contar uma  outra pequena estória, a qual permite que eu seja identificada por  apenas duas pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheci-o de noite e eu estava diferente por quente. Bebemos vinho  sem falar e com a cumplicidade que não existe entre nós começou a  tocar-me entre o pé e o tornozelo. Primeiro pensei que tivesse sido  um toque ocasional, mas aquele pé continuou a sua tortura rasteira,  insistente. Os pés têm uma estranha forma de comunicar que escapa à  desonestidade do resto do corpo. Os pés dizem o que querem como  sentem e lhes apetece, um toque sensual prolongado e premeditado e  tão óbvio que se tornava quase inocente. Um pé que continuou o seu  traço até ao meu arrepio na espinha. É impossível ser indiferente a  um pé, pelo que lhe respondi ao mesmo nível, com menos. &lt;br /&gt;Havia montes de pedras da calçada de olhos postos em nós enquanto  gente à nossa volta nos ignorava. Ou pelo menos assim pensei, se não  olhar para eles, não me podem ver. E não viram. &lt;br /&gt;Esgueirámo-nos entre as riscas de uma porta para o carro e seguimos  para um campo ao pé da praia. Estávamos cansados de sexo, não nos  apetecia. Não aquele sexo de sempre, o exorbitante do costume. Não  que não seja bom, mas queríamos diferente. Não nos apetecia ver  estrelas, a areia da praia estava fria, já tive muitos orgasmos a  pensar em ti e tu certamente também, por isso encolhemos os braços e  continuámos a beber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, despimos-nos sem mentira. Apetecia-nos contemplar. Ele  não era nem bonito nem feio, mas alguma incaracterística o tornava  bonito. E não era da brisa das dunas, era uma beleza que já tinha  visto e ficado por decidida. Contrariando o que tinha pensado antes,  até gostava dele. Pensava nisso enquanto estávamos os dois nús de  noite a fumar um cigarro e a olhar o mar. Não havia mais nada a  fazer, o que não era aborrecido, umas luzes ao longe de barcos e o  Cesariny que acabou por morrer e um monte de roupa à nossa esquerda.  Uns pés a chapinharem na água sem nenhuma pressa e pele de galinha no  peito. Apeteceu-me um toque, e toquei-me. Suponho que no início ele  não deu conta e eu talvez não tivesse feito com intenção, mas quando  ia tirar a mão ele pediu-me para continuar. Continuava a não me  apetecer sexo, mas gostava de sentir a minha mão e os olhos dele  deliciados no meu movimento lento. Brincava na parte de dentro das  coxas, onde a pele é mais macia, e um pouco mais dentro, muito  devagar e sem objectivo e quase como se não estivesse ali. Inclinei- me um pouco para ti, no nosso segundo beijo da noite, quente de  desejo mas com poucas expectativas. Era reconfortante estar com um  corpo nú novo sem ter a sensação de nos apetecer ter sexo e orgasmos;  logo se via. &lt;br /&gt;Deliniei as minhas próprias linhas a pensar em ti. Segui os meus  contornos como quando sozinha, agora com os teus olhos a seguirem a  minha mão e a tua boca eventualmente na minha, ou na curva do meu  ombro ou escapando-se até ao colar. Saltei da minha cintura para o  teu peito, os meus dedos húmidos passaram-te pelos mamilos, pelo  interior dos braços que tanto gosto, descendo como um gato pelas tuas  costelas e fazendo remoinhos na maciez dos pêlos do teu baixo ventre.  As tuas coxas também eram macias, mais tensas que as minhas, mais  abandonado ao meu toque que te sentiu erecto e te beijou no baixo  ventre, enquanto encaixámos cabeças e na comichão do cabelo da cara  resolvemos adormecer por mais nada. Continuei a tocar-te muito  levemente e sem compromisso, aquele toque novo de quando se sente uma  pessoa pela primeira vez, a firmeza da pele que é diferente, e quem  sente são os dedos que têm outra leveza textura velocidade e  percurso, enquanto sentia a tua pele abandonada a excessos excitados  e adormecíamos para sonhos carnais concretizados talvez na semana  seguinte. &lt;br /&gt;Foi o melhor sexo que não tive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116594419446014664?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116594419446014664/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116594419446014664' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116594419446014664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116594419446014664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/12/14.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116450885787504533</id><published>2006-11-25T18:39:00.000-08:00</published><updated>2006-11-25T18:52:16.346-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/123565/cassatt28.JPG.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/400/144878/cassatt28.JPG.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;13. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como prometido uma crónica a partir de uma fantasia. Já escolhi uma música para me embalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavamos no teu carro em viagem. &lt;br /&gt;Adoro a cor, o cheiro e o som do teu carro. São detalhes que me animam quando me vens apanhar para me levar a sítio qualquer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por entre uma densa cortina de árvores no meio de nenhures.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava a escurecer muito rápido e tudo se transformou de repente num esconderijo. Tu paraste o carro e com teu sorriso convidaste-me a ficar ali contigo. Aceitaria com muito gosto se me surpreendesse o teu convite e se fosse uma improvisação de última hora. No entanto não foi, estava tudo planeado e eu nem sempre gosto da vulgaridade dos factos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui convencer-te a ver a sombra das folhas e a iluminação artificial das ruas. Empatei algum tempo para recuperar a vontade de te tocar. Ajudou o cheiro a humidade do carro e a tua frustração. Ficaste gradualmente chateado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saimos dali e levaste-me a um sítio com luz e cheio de gente. Chegamos ao nosso destino, ao centro da cidade. A tua zanga irritou-me, foi primária. Como o silêncio se prolongou comecei a ansiar por um gesto teu, um avanço, que terminasse com aquele mal estar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o desespero comecei a imaginar que me tocavas e cheguei mesmo a sentir o teu toque. Voltei a olhar para ti e estavas sério. Nada tinha acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti e quis ir embora. Não tinhamos nada a falar e eu fingi arranjar assunto. Afinal que faziamos ali juntos, com que objectivo nos encontravamos tantas vezes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigi-me a um quiosque, e tu seguiste-me. Precisei de encontrar qualquer coisa para me distrair, uma referência. Li rapidamente os titulos dos jornais e o velho do quiosque interpelou-me. Aproximei-me dele e respondi-lhe com gentileza: “estou só a ver as revistas!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu aproximaste-te comigo do balcão e subitamente levantaste-me o casaco e enfiaste-me a mão toda por dentro das calças. Corriamos o risco de ser apanhados e isso fez-me sentir bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse momento mantive-me numa posição propícia a que podesses usar-me de novo. Quando finalmente me voltei para trás cruzamos olhares e hipinotizamo-nos um ao outro. &lt;br /&gt;“Quero mais!”, pensei, sem te dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá fora estava a chover tanto que me deu vontade de correr. “A tua casa é perto, não é?”&lt;br /&gt;A chuva ajudou a não pensar muito e a não desistir. Quando as gotas cairam com força, dos nossos corpos quentes sairam vapores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos numa porta envelhecida pelo tempo e seguimos por um corredor completamente escuro e cujas paredes eram húmidas e desagradáveis. “Não penses mais, não penses em nada”, repiti para mim mesma. Sigo com os olhos postos nos teus olhos e sem saber mais daquele espaço ou das condições deixei-me encostar às paredes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrastaste-me por todo o lado e a humidade infiltrou-se na minha camisola. O frio fez-me desejar um corpo quente. “Dás-me o teu corpo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conduziste-me até um quarto. Apercebi-me que nem o quarto, nem a casa te pertenciam. A casa era antiga e o quarto era de uma mulher. A cama tinha uma cobertura de cetim cor-de-rosa e motivos florais. O resto da decoração era irrelevante. O espaço tinha apenas uma grande janela por onde entrava a luz de um poste de iluminação do exterior.  Esta luz permitia-nos ver apenas os nossos contornos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitaste-me na cama. Vieste por cima de mim e comeste os meus seios com a boca. Eu ainda tinha a camisola vestida e senti o tecido a humedecer. Nunca tinha sentido nada assim e por isso mantive-me vestida a gozar cada pequeno toque, beliscão e torção. Sentia arrepios por todo o lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toquei-te ao de leve nas costas e depois direccionei a minha mão às tuas calças para saber em que ponto estavamos. Decidi brincar mais um pouco antes de nos precipitar-nos. Tirei a camisola e deixei-me ficar com as calças de ganga e o tronco nu. Pedi que fizesses o mesmo.&lt;br /&gt;Ficamos os dois a sorrir e a olhar-nos mutuamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tiras-me uma foto?”&lt;br /&gt;Beijaste-me o corpo que estava descoberto e tiraste-me as calças. Comecei a tremer e tu apertaste o teu peito contra o meu. Depois beijamo-nos como só nós sabemos e tiramos o resto da roupa (sobrava pouca). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Arranjas-me um lençol?” &lt;br /&gt;Cobri-nos aos dois com qualquer tecido que estava à mão, depois virei-me com a barriga colada ao colchão e deixei-me encurralar com o teu peso. Vieste por cima de mim. Foi agradável mas não experimentei nenhum prazer. Inicialmente pouco me importei com isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em não te dar nenhum sinal de insatisfação porque estavas cansado e apenas fiquei ali a acariciar-te. Movida por uma vontade medonha de sentir prazer ao teu lado encostei as minhas pernas às tuas e dobrei-me para o lado contrário ao teu. Orientei uma das minhas mãos para a frente e a outra foi por trás. Movi-me entre a minha vagina e o meu clitóris e dei continuidade ao que tinhamos deixado a meio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminei olhei para ti. Observavas-me. Estavas feliz por me ver com as faces rubras e com ar de tonta. Lembrei-me que gostaria de te ver a masturbar. Para completar a minha satisfação faltava esse momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fazes isso por mim?”&lt;br /&gt;Fizeste da maneira mais bonita que eu já vi. O teu corpo contorcia-se e eu vi-te em espasmos graduais. Parecia que te ias incendiar! Quando tudo parecia terminar, senti raiva, um género de inveja por estares à frente, por teres conseguido tão bem ter prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até à janela e vi que a chuva tinha parado, no entanto estavamos no meio de uma tempestade e viam-se ao longe relâmpagos entre as montanhas. Inclinei-me sobre o peitoril da janela a olhar lá para fora. Era a mesma cidade que eu conhecia, mas estava a vê-la a partir de outro ângulo. Não tinha qualquer consciência do sítio onde estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relâmpagos tornaram-se mais intensos e agora ouviam-se trovões. Aproximaste-te e colocaste-te atrás de mim. A minha cabeça estava pressionada contra o vidro da janela e à minha volta cresceu uma mancha de vapor produzida pela minha respiração acelerada. Agarraste-te à minha cintura e penetraste-me por trás. Os meus pés cruzaram os teus de modo a formarmos uma unidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gradualmente fui ficando paralizada e o prazer foi intenso. Nunca nada tinha sido assim tão forte. A imagem que ficou foi a da mancha na janela carimbada pelo meu cabelo e pelas nossas mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116450885787504533?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116450885787504533/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116450885787504533' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116450885787504533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116450885787504533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/11/13.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116450659920411853</id><published>2006-11-25T18:02:00.000-08:00</published><updated>2006-11-25T18:03:19.216-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/47181/cassatt7.JPG.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/400/40957/cassatt7.JPG.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;12. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive casada quarenta anos e nunca tive prazer nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto era um bom homem, sempre me tratou com carinho e afecto. Mas  era outra geração, pouco dedicada aos prazeres femininos na cama. &lt;br /&gt;O primeiro pénis que vi foi o de Alberto, e com ele me casei. Tivémos  três filhos, única obra de Deus socialmente relacionável com aquilo  que fazíamos debaixo dos lençóis na intimidade da nossa casa. &lt;br /&gt;Alberto era um bom homem, honesto e trabalhador. Pouco dado a  palavras e com algumas demonstrações de carinho, lá nos fomos  entendendo pela vida. &lt;br /&gt;Às quintas-feiras ia sempre jogar canasta com os amigos, e quando  regressava a casa tocado do whisky tocava-me a mim cumprir o meu  dever de boa esposa. Recordo que um dia não me apetecia, nunca gostei  dos horários e do seu cheiro de álcool, mas Alberto não esteve com  coisas e montou-me na mesma. Era a minha obrigação, ao fim ao cabo;  ser a porta que o levava ao prazer. &lt;br /&gt;Mesmo após todos aqueles anos comuns, Alberto sempre sentiu  repugnância da minha menstruação. Do meu peito, gostava muito, assim  como da minha parte de trás. Mas tudo o que fosse para além da  neutralidade do sexo mais higiénico, a Alberto assustava. &lt;br /&gt;Uma vez, nos anos setenta, pedi-lhe para me tocar. Com os dedos, como  ouvi dizer que se fazia na altura. Alberto perguntou, “Para quê?”.  Não lhe soube responder, tive vergonha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu às vezes tocava-me. Foi só ao fim de alguns anos de casamento que  descobri essas coisas que por lá existem. Na época em que Alberto  esteve para fora – houve uma altura em que viajava muito, ele era  muito trabalhador – às vezes vestia-me de rendas e punha colares e  olhava-me achando-me bonita ao espelho. Queria tocar-me a olhar-me no  reflexo, mas tinha vergonha e corava da minha ousadia, assim que me  vestia e ia tratar da lida da casa antes de ir para o emprego na  faculdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez a sair de uma aula cruzei-me com um outro professor. Ele  estava muito triste e era muito esquisito, dizia-se que gostava de  homens o que à época era um escândalo, não ser casado com aquela  idade. Convidou-me para um chá, não era bem privar com um homem  daqueles bonito e assim, mas desculpei-me a pensar que os homens  maricas são como mulheres, e lá fomos as duas para o gabinete dele. &lt;br /&gt;Efectivamente ele não se interessava por mulheres, tanto que me  desabafou o motivo da sua tristeza, os problemas que tinha tido com o  seu último parceiro. Tentei consolá-lo, anoiteceu e fomos jantar, foi  muito bom e ele era muito bonito. Eu ganhei coragem para lhe  perguntar da sua homossexualidade com o vinho que já levava, ele foi  muito sincero e lá me explicou algumas coisas que me fizeram  estremecer, e eu nunca me tinha sentido assim a tremer com uma  energia esquisita e nova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante algumas semanas não o voltei a ver. Passei esse tempo a  relembrar como os seus olhos faiscavam enquanto falava das línguas e  dos sexos e do prazer que era, quase que ganhei vontade de ser também  homem para ter um prazer assim como ele contou. &lt;br /&gt;Houve um dia uma festa em que o reencontrei. Ele pareceu-me um bocado  tocado, a fala arrastava-se-lhe lânguidamente enquanto me passava um  copo de champanhe para as mãos. Conversámos muito e passeámos pelo  jardim, numa cumplicidade crescente cada vez mais próxima. Comecei a  sentir as bolhinhas do champanhe a deslizarem por mim abaixo naquele  encontrão que ele me deu sem querer e que me molhou todo o vestido de  seda. Ele, bêbado, tentou limpar-me o vestido com um lenço,  inutilmente enquanto o meu mamilo surgia no transparente e cada vez  mais champanhe ensopava a minha roupa. Não percebi então se ele  decidiu explorar o meu prazer ou se mais movido pela curiosidade de  formas diferentes, mas certo é que continuou a tentar limpar-me o  vestido com calma redobrada e eu não o enxotei enquanto a mão me  descia pelo baixo ventre e me tocou num sítio que eu mais ou menos  desconhecia e me deu um estremecimento como eu nunca tinha sentido.  Pouco tempo depois houve um estremecimento também num arbusto e logo  o meu marido apareceu, bêbado que nem um cacho, desconfiado mas não  muito porque ao fim ao cabo o outro gostava era homens e eu era  propriedade sua na minha íntegra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para casa e eu a arder, felizmente o Alberto adormeceu que nem  um anjinho no sofá e nem teve tempo de perceber o fogo que por ali me  queimava. Nos dias seguintes achou-me estranha, nas semanas seguintes  cansou-se das minhas exigências e pedidos de toques e passou a  trabalhar cada vez mais, metia-lhe nojo que eu pudesse querer ter  prazer e ao fim de uns meses e sem os filhos em casa acabou por pedir  o divórcio e me trocar por uma espanhola que faz tudo o que ele quer  e não pede nada em troca, como bem manda a tradição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116450659920411853?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116450659920411853/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116450659920411853' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116450659920411853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116450659920411853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/11/12.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116428125673978216</id><published>2006-11-23T03:25:00.000-08:00</published><updated>2006-11-23T03:27:36.756-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/1600/501763/09.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6423/2420/400/896013/09.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;11. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz em Dezembro quatro anos que fui a Marrocos. &lt;br /&gt;Éramos um pequeno grupo de pessoas a viajar de carro e que se dirigia  a sul com urgência de exotismo e lentidão na viagem. &lt;br /&gt;Demorámos mais de uma semana até chegarmos a Gibraltar, e a partir  daí ainda com mais vagar fomos ficando perdidos na paisagem. &lt;br /&gt;Ao fim de alguns dias de cidade em cidade conhecemos um guia que nos  propôs viajarmos até ao deserto. &lt;br /&gt;Ahmad é dos homens mais bonitos que alguma vez conheci - com os seus  olhos intensos e transparentes e a pele curtida pelo sol. Uma espécie  de Corto Maltese versão sahariana, a emanar sexualidade e ambiguidade  por todos os poros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte partimos para o deserto como num road movie. Durante  todo o caminho observei Ahmad pelo canto do olho – o suor  cristalizado nos pêlos da barba, ou deslizando antes pela fronte. As  mãos ásperas e quentes de areia. A forma peculiar como o fumo do  cigarro lhe deslizava subreptilmente por entre os lábios. Ahmad  intimidava-me mas atraía-me, e eu passei toda a viagem a tentar  disfarçar essa tensão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegámos ao deserto ao início da noite. Uma fogueira atiçou as  conversas pela noite fora. Pelos acasos que se constroem, fiquei ao  lado de Ahmad. Cada vez mais perto e numa intimidade crescente, o seu  toque quase neutro desliza no meu braço, para pouco depois estarmos  tão próximos que a temperatura do seu peito parece mais alta que o  fogo de defronte. &lt;br /&gt;Ahmad continua fumando, e com toda a calma do mundo vai lançando  olhares inquietantes a uma das raparigas que está do outro lado da  fogueira, que por sua vez me devolve esse olhar de desejo e que  inicia uma troca geral de olhares lânguidos, bêbados da sexualidade  crescente provocada pelo exotismo e pela diferença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo das mantas eu e o meu companheiro de proximidade tocamos-nos  nas pernas. Sinto as coxas firmes de Ahmad, adivinho-lhe a linha de  pêlos do baixo ventre apertados entre as dobras das calças. Tocamos- nos durante largo tempo entre avanços e recuos que nos trepam o ritmo  cardíaco até nos sentirmos com incontroláveis tremores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botões deslizam em ambos os lados enquanto eu já respiro o ar da sua  boca e engulo a sua saliva. Ahmad cheira a homem sem artifícios e a  chá de menta com molho de tâmaras, a suor selvagem com um toque  feminino e ousado, que me atrai como nunca nenhum outro. &lt;br /&gt;A excitação cresce a olhos vistos, entre nós e os nossos companheiros  de viagem. Debaixo dos cobertores sinto não duas, mas várias mãos que  me apalpam por todos os lados, homens e mulheres dedicados ao prazer  em suores que escorregam entre as carnes. Há uma mão que entra pela  parte de trás das minhas calças, outra pelo meu pé, outra ainda por  dentro das minhas camisolas, uma boca na minha orelha e outra a  lamber-me os dentes. Continuo com a minha mão em Ahmad, não o largo,  ele geme e puxa-me mais para junto de si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116428125673978216?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116428125673978216/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116428125673978216' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116428125673978216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116428125673978216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/11/11.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116422857515184194</id><published>2006-11-22T12:47:00.000-08:00</published><updated>2006-11-22T12:51:32.816-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/1600/cassatt_at_window.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/400/cassatt_at_window.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca gostei da minha vagina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cresci com ela entre as pernas e cedo descobri o prazer. Recordo um dia roubar um penso higiénico do armário da minha mãe, colocá-lo dentro das cuecas e descobrir a quente alegria que aquele volume me dava.&lt;br /&gt;Recordo também, bem mais tarde, ler sobre o clitóris e a sua localização. E como essa descoberta me deu o orgasmo mais rápido e surpreendido de todo o sempre.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Apesar das alegrias da minha vagina, sempre a achei feia. É verdade que nunca a vi muito bem – e isto apesar dos espelhos, candeeiros direccionados e remoção de pêlos a que me submeti, &lt;i&gt;para tentar vê-la melhor&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Também nunca gostei das minhas mamas. Todas as minhas amigas as tinham maiores, e isso parecia ser então valorizado. Não ancas, coxas, nádegas, mas mamas, espécie de Barbies de glândulas generosas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas sempre gostei dos meus seios. Seios é aquilo que tenho sem interferências externas, sem ter de agradar, fora do olhar reprovador ou desejante dos demais. &lt;i&gt;Seios&lt;/i&gt; é a minha pele macia que gosto de tocar e que com isso se arrepia, resposta com tacto a um pulso conhecido. &lt;i&gt;Seios&lt;/i&gt; é dos dias felizes da aceitação, do seu volume na minha palma ou enquadrados dentro de um soutien reconfortante. &lt;i&gt;Mamas&lt;/i&gt; é a vulgaridade não correspondida das imagens para homens, que na sua perfeição inatingível nos enche de defeitos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com as mamas e os seios lá me fui safando. Mas com a vagina, essa flor mitificada e escondida, não.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nas revistas não há vaginas.&lt;br /&gt;Dos quiosques de rua saltam mamas, mas nunca vaginas. Pernas, entreabertas ou fechadas, rabos, coxas – vaginas, não.&lt;br /&gt;Sei de cor como são pilas mas não vaginas. Duvido que a maioria das pessoas saiba o que uma vagina é, ou como funciona.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Descobri a minha outra vagina por volta dos 15 anos.&lt;br /&gt;M. também tinha uma vagina, e também não sabia muito bem como era. Eu já não tinha idade para brincar aos médicos, mas queria brincar aos médicos com M.; queria muito que M. visse a minha vagina, queria ver a vagina de M., e queria ver a minha vagina pelos olhos de M.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sabia que M. tinha já bastante esperiência em vaginas alheias, e a sua experiência encorajava-me e repugnava-me. Queria que a minha vagina fosse a única de M., que tivesse um carácter distintivo e único na sua memória; que cada vez que M. pensasse abstractamente numa vagina, que logo a minha lhe viesse ao pensamento, e que quando tocasse na sua vagina, logo fosse como na minha. Era um desejo possessivo, mesmo que mais tarde mudasse de ideias. Mas os desejos não têm futuro, apenas aquecem no presente, e no presente eu apenas queria possuir M.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, receava que M. não gostasse da minha vagina. Que a achasse feia, pouco flor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não sei se realmente pensei em tudo isto na altura, ou se apenas agora lanço um olhar reflexivo à memória da minha vagina pré-M. Apenas posso assegurar o seguinte, que se passou então-&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;M. foi numa noite fria levar-me a casa. Eu ia contente, com a minha vagina entre as pernas, sem pensar sequer se ela era bonita, ou feia. Ela estava ali, e eu estava feliz. Tão feliz que ia sentada no carro, com as pernas sobre as minhas coxas, a mão esquerda que me subia um pouco e para dentro, numa felicidade socialmente controlada e mentalmente desvairada.&lt;br /&gt;Quando chegámos, M. parou o carro. Apagou as luzes e durante breves momentos senti toda aquela escuridão à minha volta como um impulso interno sexual e inultrapassável.&lt;br /&gt;M. tinha um olhar de desejo crónico, mas sei que não mexeria um dedo sem o meu encorajamento, pelo que lhe peguei na mão e a coloquei acima do meu joelho, por baixo da saia.&lt;br /&gt;M. tinha umas mãos bonitas e quentes, algo andrógenas, e excepcionalmente convidativas. M. e a sua mão brincaram no meu joelho por algum tempo, logo subindo devagar pela coxa num suspiro, e voltando a descer para sairem da saia e viajarem pelo meu corpo por cima da roupa.&lt;br /&gt;A mão de M. tinha a pressão certa e movia-se de acordo com o que eu sentia, respostas cada vez mais excitantes aos meus impulsos eléctricos húmidos. A mão de M. voltou a descer e entrou-me dentro da roupa, remexeu nas minhas cuecas pululantes e desceu-as devagarinho enquanto me acariciava as nádegas.&lt;br /&gt;A novo suspiro meu, a mão de M. passou a ser acompanhada por toda a sua cabeça, com aquele cabelo algo angelical e lóbulos das orelhas carnudos e apetecíveis.&lt;br /&gt;Naquela noite, M. olhou frente a frente a minha vagina e gostou do que viu. Murmurou-lhe num beijo que ela era linda, e em todos os beijos que se seguiram provou-lhe o quando realmente ela lhe agradava.&lt;br /&gt;Às vezes eu olhava para M. e via apenas os seus olhos sequiosos de desejo e a sua boca carnuda a lamber-me os lábios e as coxas, mas a verdade é que fechei os olhos durante a maior parte do tempo, para ninguém me ver for a do carro.&lt;br /&gt;M. tocou-me olhou-me e massajou-me durante algum tempo, e nos intervalos calmos aproveitou para me viajar por todo o lado. M. gostava de me dar prazer, e o prazer que me deu foi talvez o primeiro passo para o meu bom entendimento com a minha querida e preciosa vagina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116422857515184194?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116422857515184194/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116422857515184194' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116422857515184194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116422857515184194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/11/10.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116372995732510853</id><published>2006-11-16T18:18:00.000-08:00</published><updated>2006-11-16T18:25:17.576-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/1600/04.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/400/04.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;9. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui vivem-se bons e maus momentos. Não gosto muito da cidade é muito barulhenta, suja e negra. Também pode ser do tempo, é Inverno e chove imenso. Tenho pensado muito no que nos aconteceu. Não te posso perdoar. Com a intensidade que eu vivo, ou pretendo viver, nunca podia pôr para trás das costa o facto de me teres atirado daquele penhasco.  Eu compreendi tudo, fazia parte da nossa brincadeira, do nosso segredo, de certeza que tinhas combinado com alguém passar por ali para me apanhar logo de manhã cedo antes que sufocasse com o os pulmões entalados entre o volante e o banco que se tinha precipitado para a frente ou que alguma coisa, cá dentro, rebentasse e eu morresse num banho de sangue. Mas, ouve, arrastei-me para um canto e pedi ajuda, não tive vontade de te ver depois do que aconteceu. Desejei mesmo ter morrido porque sabia que te alegrarias mais se me visses ali estendida inconsciente, nem que fosse por uns segundos. Acho que até hoje nunca suspeitaste que eu te tinha visto. Eu vi-te. Estavas em casa, deitaste os teus filhos e foste para a sala ler um livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-te contar a minha versão. Duas semanas antes estava eu em minha casa, no meu quarto, deitada completamente desprevenida. O meu quarto estava muito iluminado, deixei a persiana levantada para ver os primeiros raios de luz. Tu já estavas lá dentro do quarto e eu não senti a tua presença, nem que de repente te metias dentro da minha cama. Quando abri os olhos e te vi, saiste. Durante esse dia não pensei mais no assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia depois, por volta das seis, logo a seguir à recolha dos miúdos dos colégio, estacionei o carro num beco à porta de casa. Mal tirei a chave dei conta de ti através do espelho. Estiveste lá o tempo todo. Desta vez, sem pensar muito saltei para o banco de trás. Tinha imaginado cenas destas no meu dia-a-dia, exactamente iguais. Agarrei nas tuas cuecas e puxei-as com força, agarrei no teu rabo e puxei-o para mim, para o meu centro até encostar e perfeitamente articular uma bacia com a outra. Só tirei as calças de ganga até meio, ainda por cima dos joelhos. Gosto da ganga suja e que se aguenta dura mesma depois usada durante semanas a fio. Ali, sofregamente, devorei-te inconsciente de quem passava na rua. Dependia disso eu voltar a acordar no dia a seguir. Nos dias que se seguiram não pensei mais no assunto. Esqueci-me. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três dias mais tarde (embora esquecida sou precisa nos intervalos, faz parte da minha personalidade) em eu que tinha vestido uma saia mais curta que o habitual entrei no edificio da seguradora onde trabalhava uma colega. Desci as escadas sem reparar na transparência dos degraus. Subitamente, da penumbra, apareceste no último andar mais baixo. Existiam espelhos por todo o lado e era impossivel esconder-me. Escolhi expor-me e sentei-me num dos degraus levantando a saia. Fingi apertar os cordões. Arrastei-me por uma série de degraus com subtileza à medida que retirava tudo que ocultá-se os meus dois orificios. Ainda demorei o bastante para te excitar. Quando cheguei a ti meteste-me no elevador e sem demora me penetraste de modo a eu perder a noção dos meus limites. Saimos e eu estava corada, tive a coragem de dizer ao vigilante que tinha que ligar o ar condicionado ainda com partes do meu corpo a descoberto. Corri para casa para um banho merecido antes que alguém notasse nos odores que a minha roupa e corpo traziam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto do fim de semana, à noite, saí para comprar cigarros, corri até ao fim da rua para voltar de seguida. À volta cruzei-me com um rapaz muito novo, menor, que me travou o andar e me pegou na mão. Levou-me para o outro lado da rua e fez-me entrar num carro. Encontrei-te ao volante e levaste-nos para um sítio onde nem o silêncio se ouve. A vegetação era densa e magoava-me em contacto com a pele, mas não me importei, estive contigo, estive com ele, estive com os dois, estivemos até pararmos exaustos e quentes. Ficamos até arrefecermos. Tu levantaste-me e amarraste-me a uma árvore com cordas fortes e espessas. Deixaste-me ali durante o tempo para te vires mais umas quantas vezes com a ajuda do jovem. Depois desapareceram os dois. E dei com o caminho e voltei para casa. Neste momento deixou de ser possivel esquecer-te. Lembrei-me que podias aparecer a qualquer instante de detrás de um sítio qualquer. No dia a seguir a pele dos meus punhos estava dorida, manchas roxas envolviam os meus pulsos, doia-me o corpo tambem e estava constipada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A penúltima vez, apareceste num concerto (sim, era óbvio que eu estaria lá) e perto do intervalo levaste-me lá fora junto aos taxis. Quem nos viu pensou que eramos duas pessoas a fumar um cigarro na pausa para a segunda dose de um bom espectáculo. Certamente que foi essa a ideia mas depois optamos pelo improviso e entramos num táxi vazio. Da praça de taxis os mais atrás estão vazios porque os respectivos condutores estão à frente a conversar com os outros condutores. Metemo-nos lá dentro e animadamente experimentamos a largura de um mercedes branco. No momento que me pareceu mais arriscado tentei sair mas as portas estavam trancadas. Tu saíste antes de o condutor chegar. Saiste e deixaste-me para trás.  Por sorte tambem eu consegui sair e segui-te. Entraste num camarim vazio, e eu entrei de seguida. Rejeitaste-me e puxaste-me para o balcão. Eu vi todas as cadeiras a dois andares de distancia. Nunca me passou pela cabeça perguntar porquê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última vez, eu vi-te porque te segui. Reparei na tua casa ao passar na rua. As nossas casas eram vizinhas, foi por isso tão fácil me seguires. Eu nem sequer tinha dado conta da existência da tua casa. De fora observei-te a deitar as crianças e a ir até à sala e beijares o teu marido. Eu vi-te. Não é justo. Não é nada justo. A tua vida é monótona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí em lágrimas, doia-me o coração e estava confusa. Sentia-me sozinha por pensar que os nossos momentos já se tinham extinguido. Mas não, nessa mesma noite, passaste no meu jardim, chamaste-me para descer, saímos no teu carro e corremos para um precipício. Ali, mesmo no limite…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116372995732510853?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116372995732510853/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116372995732510853' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116372995732510853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116372995732510853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/11/9.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116364019949430597</id><published>2006-11-15T17:23:00.000-08:00</published><updated>2006-11-15T17:29:59.070-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/1600/Forum27242M172082I0.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/400/Forum27242M172082I0.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toco à campainha e ouço o som da porta a abrir-se, nunca me respondes porque ninguem pode saber que é para ti, que eu sou para ti. Subo no elevador e tento nunca entrar num que já leve gente. Quando chego à porta da tua casa espero que ninguem desça as escadas. Ninguem nos pode ver. Ninguem nos espiará. Tu deves olhar sempre pela pequena lente na porta, mas não tenho a certeza. Às vezes para te testar coloco o dedo. É infantil, bem sei, mas tem piada brincar com o teu pânico. Quando abres a porta pareces um fantasma. Não te vejo, vejo os dedos a segurar a porta com receio de seres levado por uma estranha corrente. Mas tu estás sempre atrás da porta. Mal te vejo agarro-me ao teu pescoço e cobro-te com beijos em bicos de pés. Ficas envergonhado e tentas que eu “descole” de ti, mas já é tarde, já te desejo há horas. Às vezes torço-me toda, ainda com a porta aberta na esperança que alguem nos veja, que uma vizinha nos apanhe e que me considere tua namorada ou esposa ou até irmã. Era bom às vezes pertencer-te. Tu não queres isso e a maneira de me castigares é ignorares que eu estou ali. Dirijo-me a outra divisão e sento-me no sofá, ligo a televisão e espero que te sentes perto. Basta um metro, dois. Quando finalmente te sentas eu provoco-te com o olhar. Começo por olhar para ti e comunicar-te que quero ir lá para dentro, para qualquer sítio lá dentro. Levantas-te para ir buscar água. Por Deus, eu não quero água. Então ofereces-me um café. Tanto faz, se beber  alguma coisa não vou saber o que é. Quero imenso ir lá dentro. Sentaste e levantas-te para pôr música. Sentaste de novo e desta vez não te vou perder e salto para cima de ti de pernas abertas e fico ali agarrada ao teu pescoço como se fosse um pilar que me salvasse de uma gigantesca corrente de água. Fico ali ancorada até tu sossegares. Depois deito-me ao comprido no teu colo. Acalmo-me, acalmo-te, sem perder de vista o meu objectivo. Vem-me à memória o teu cheiro e o meu à mistura. Levanto-me e pego-te pela mão. Levo-te e direciono-me, ainda que mal, na tua casa. O quarto é arejado e pouco quente. Começo a tirar a roupa e fico nua ao frio. Nada me excita mais que um ligeiro arrepio que venha de uma corrente de ar ou uma vontade de mijar adiada. Tu deitas-te e és muito aprumado a arrumar as calças. Dobra-as que eu vejo-te. As tuas nádegas, as tuas pernas, tudo desconhecido ou de novo ali para eu conhecer. Enfio-me na cama e procuro-te para me aquecer. Não preciso de mais nada, imagino logo que me enfias tudo de uma só vez e que com a mão me massajas o clitóris. Isso ainda não aconteceu e já aí estou. Viro-me de frente para ti e permito-te que tires o soutien como tu gostas. Deixo-te que passes os dedos pelo meio dos meus seios esfregando um pouco naquela gordura natural. Sabe bem. Eu beijo-te e esforço-me por te excitar com a língua. Tu chamas-me criança, infantil, adolescente, só porque brinco como se estivesse de novo no liceu, quando não esperava muito mais do que me vir através de um beijo valente. A minha vontade vence e tu, que agora me cobres de beijos, encontras a melhor posição para a penetração. Aí, isso. Tu sabes e eu confio. Não sinto nada do meu corpo, não sinto nada de nada, o que é bom. Quero ir mais longe e abandono-me ali, ao momento. Já vim algumas vezes e agarro-me a ti com vontade, quero recompensar-te, quero dar-te algo próximo do que me deste. Pedes-me para ter cuidado, mas eu não sei ter cuidado ou educação. Nem sei quem és. Mordo-o, como-o, enfio-o até onde me apetece. Às vezes vai ao limite do vómito. Tanto faz, desde que te dê prazer e que me abras a porta no dia a seguir. Um dia e outro dia, quero recomeçar. Já vestida, aos pés da cama, quero voltar lá para dentro. Confesso-te que acho que o transito parou lá fora e que de certeza que não estamos a perder nada. Mais vale ficar. Leva-me ao colo (só aconteceu uma vez) até à cozinha e oferece-me qualquer coisa para comer. Achas sempre que vou precisar de energia que posso ficar fraca por ter estado tanto tempo contigo. Eu subo os armários e sorvo o café amargo com pedaços de pão molhados. Está ali uma gaiola, nunca lhe mexemos. Vai ficar vazia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salto de um armário e fujo porta fora. Não gosto do cheiro a café velho e tenho medo de ti, não confio em nada que me dizes. Ou melhor, não confio no teu silêncio. Não sei o que queres de mim, porque me aceitas na tua casa, porque tens um sabonete seco e porque nunca tens nada no frigorifico. Detesto o teu olhar quando te vens, ficas frágil e eu insegura, penso sempre que me detestaste. Na rua há luz e eu corro para casa antes que anoiteça de vez. Não quero perder o resto do dia sem passar numa loja para apanhar uma ou outra revista. Tenho gente à minha espera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116364019949430597?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116364019949430597/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116364019949430597' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116364019949430597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116364019949430597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/11/8.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116345496595403324</id><published>2006-11-13T13:53:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T14:00:34.476-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7071/1299/1600/cassatt_letter90.1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7071/1299/400/cassatt_letter90.1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;7. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drunk any night - Well i'm beginning to see the light&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a casa e tinha uma roldana.&lt;br /&gt;Cheguei a casa bêbeda que nem um cacho - e ninguém poderá imaginar quanto tempo&lt;br /&gt;tardei realmente em escrever este texto, corrigir os seus erros, e avançar com&lt;br /&gt;o pensamento -&lt;br /&gt;bêbeda que nem um cacho e tinha uma roldana na cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a casa bêbeda que nem um cacho e, sem recorrer ao copy&amp;paste, escrevi&lt;br /&gt;isto três vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bêbeda e tensa e no anonimato da blogosfera, repeti-o até à exaustão, da mesma&lt;br /&gt;forma que os meus ouvidos me bombardearam numa espécie de eco vazio a música da&lt;br /&gt;noite as más músicas, primeiro velvet, depois, no carro a caminho de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é um vazio absoluto mas disso se aproxima - toda esta distância marcada por&lt;br /&gt;ausências forçadas e orgasmos contidos que só me apetece gritar -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como gritei no carro a caminho de casa enquanto relembrava as tuas mãos em todo&lt;br /&gt;o lado  no meio das lâmpadas e passagens de peões e todo o suor quente que me&lt;br /&gt;marcou esta noite.&lt;br /&gt;E a dificuldade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DIFICULDADE, SENHORES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manter a compostura e a tua boca fora do sítio onde hoje esteve e lhe soube&lt;br /&gt;tão bem ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei-te à saída da casa de banho e no meio do calor puxei-te pelo cinto das&lt;br /&gt;calças. Não ofereceste qualquer tipo de resistência&lt;br /&gt;fosse pelo álcool comum ou por andares há tempos a desejar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrolámos-nos num canto com a sofreguidão mal contida de beijos engolidos e&lt;br /&gt;toques suspirados das noites molhadas em separado. Era uma vontade imensa de&lt;br /&gt;desejos atrasados e mútuas masturbações conseguidas eventualmente em uníssono,&lt;br /&gt;durante todos os meses que se arrastaram até hoje.&lt;br /&gt;O toque dos teus mamilos arrepiou os meus e condescendeu o teu nariz nos meus&lt;br /&gt;cabelos aquecendo-me a orelha, o pescoço e o suor entre os seios. Prosseguimos&lt;br /&gt;pelo fumo da casa de banho adentro onde nos fechámos e me levantaste o vestido&lt;br /&gt;até onde deu e com a&lt;br /&gt;boca me descobriste a pele os pelos e o sabor do sal da língua por onde me&lt;br /&gt;deixei vir. Escorri até ti e pelo teu olhar alucinado mais surpreendido percebi&lt;br /&gt;que tudo aquilo te tinha dado enorme prazer pelo que te beijei prolongadamente e&lt;br /&gt;sem cuecas te devolvi as palavras&lt;br /&gt;da próxima vez que me masturbar vou pensar em ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116345496595403324?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116345496595403324/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116345496595403324' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116345496595403324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116345496595403324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/11/7.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-116335398522302724</id><published>2006-11-12T09:50:00.000-08:00</published><updated>2006-11-12T10:19:44.496-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/1600/cassat1.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/400/cassat1.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era primavera. O tempo andava instável. Quase a sair&lt;br /&gt;do inverno mas ainda sem cheiro de Verão.&lt;br /&gt;Quando chegou a entrada da escola Maria percebeu que&lt;br /&gt;tudo estava ainda demasia silencioso para o&lt;br /&gt;habitual. Concluiu que era cedo demais para estar ali.&lt;br /&gt;O segurança já andava la dentro a arrastar os sapatos.&lt;br /&gt;Quando a viu do lado de fora, fez 'dez minutos' com os&lt;br /&gt;dedos e com a boca sem se ouvir o tom da voz. Não&lt;br /&gt;havia muito a fazer senão esperar dez minutos.&lt;br /&gt;Sentou-se no chão com a cabeça segurada pelas mãos e&lt;br /&gt;os cotovelos colados aos joelhos. &lt;br /&gt;Dez minutos de paciência.&lt;br /&gt;Ao longe, enquanto via os carros a passar e as pessoas&lt;br /&gt;a levar as crianças a escola e a caminhar para o&lt;br /&gt;trabalho, viu uma figura de rapaz que não lhe era de&lt;br /&gt;todo estranha. Só de pensar que se iam cruzar dentro&lt;br /&gt;de aproximadamente 30 segundos já estava a fazê-la&lt;br /&gt;corar de terror, vergonha, inveja da namorada e&lt;br /&gt;desejos passados. Viu a impossibilidade de futuros&lt;br /&gt;lindos a frente. &lt;br /&gt;Ele parou junto dela. &lt;br /&gt;Ela sentada no chão e ele de pé.&lt;br /&gt;Rapaz: Que estas a fazer aqui sentada?&lt;br /&gt;Maria: Nada.&lt;br /&gt;Rapaz: Se não estas a fazer nada... então esta bem, mas&lt;br /&gt;podias estar. Eu vou para casa. Vim agora de uma&lt;br /&gt;festa.&lt;br /&gt;(e ainda esta com as pupilas de tamanho de alfinetes,&lt;br /&gt;pensou a Maria)&lt;br /&gt;Maria ficou com a impressão que ele disse espera aqui&lt;br /&gt;que eu já volto mas podia ter sido outra coisa&lt;br /&gt;qualquer porque ela estava demasiado hipnotizada pela&lt;br /&gt;figura para dar atenção ao que ele dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria tem a cabeça entre as mãos e os cotovelos nos&lt;br /&gt;joelhos. Ainda estava sentada no mesmo lugar e o rapaz&lt;br /&gt;estava de novo junto dela. Estava muito sorridente.&lt;br /&gt;'Toma, leitinho!' diz o rapaz, 'e para beberes'.&lt;br /&gt;Ela olha para ele, para o prato que lhe foi posto no&lt;br /&gt;chão junto aos pés, mas não se mexeu porque não sabia&lt;br /&gt;o que fazer.&lt;br /&gt;Ele ficou sério. 'Não queres?'&lt;br /&gt;'não me apetece' disse ela empurrando o prato devagar.&lt;br /&gt;O leite estava a ficar cheio de pó trazido por um&lt;br /&gt;ventinho suave mas que levantava poeira e folhas do&lt;br /&gt;chão.&lt;br /&gt;Ele abriu o fecho das calcas e mijou no prato de&lt;br /&gt;leite. 'queres experimentar agora, pode ser que gostes&lt;br /&gt;mais'&lt;br /&gt;ela não tinha voz, a surpresa era grande demais para&lt;br /&gt;dizer seja o que fosse. Sentia-se totalmente vazia de&lt;br /&gt;tudo.&lt;br /&gt;Ele pegou devagar no prato. 'Já sei, queres vir comio&lt;br /&gt;não e?' e começou a caminhar e ela levantou-se e&lt;br /&gt;caminho atraz dele. Por um portão entraram no jardim e&lt;br /&gt;depois na porta da casa que estava aberta, foram pelo&lt;br /&gt;corredor e chegaram a cozinha. Entraram na cozinha e o&lt;br /&gt;prato foi colocado numa ponta da mesa rectangular de&lt;br /&gt;madeira.&lt;br /&gt;Rapaz: 'se eu fosse a ti lambia o leite como os&lt;br /&gt;gatinhos'.&lt;br /&gt;A Maria não reagiu porque não conseguiu, e porque não&lt;br /&gt;percebia a que havia de reagir. Dentro dela havia uma&lt;br /&gt;confusão de emoções em confronto. Finalmente e pela&lt;br /&gt;primeira vez desde sepre este rapaz lindo, lindo não a&lt;br /&gt;ignorava. Ela estava aqui na casa dele e estavam&lt;br /&gt;juntos, só os dois e ele queria que ela bebesse aquilo&lt;br /&gt;nojento. Teria bebido tudo se não fosse ter-se&lt;br /&gt;congelado o corpo inteiro.&lt;br /&gt;Ele devagar e delicada mente prendeu-lhe os braços&lt;br /&gt;pelos pulsos atraz das costas. Amarrou-a com um pano&lt;br /&gt;da cozinha. A Maria pensava na alegria de estar cada&lt;br /&gt;vez mais próxima dele, do seu cheiro, da intesidade&lt;br /&gt;que o toque da pele dele na sua. Lembrou-se por&lt;br /&gt;instantes dos desmaios das damas nos filmes mudos e&lt;br /&gt;pensou que em poucos instantes era provável que lhe&lt;br /&gt;acontecesse o mesmo.&lt;br /&gt;Ele dobrou-a sobre a mesa no lado oposto ao prato de&lt;br /&gt;leite. Aproximou o prato da cara dela, calculando um&lt;br /&gt;espaço mínimo entre ambos. Ele levanta-lhe a saia e&lt;br /&gt;corta-lhe as cuecas pelo meio das pernas com uma faca&lt;br /&gt;da cozinha. Passou-lhe de leve os dedos. A Maria&lt;br /&gt;percebeu que ele sabia da satisfação e prazer que a&lt;br /&gt;situação lhe dava.&lt;br /&gt;Ouviu o som do fecho das calcas. Dentro dela, este som&lt;br /&gt;precedia outros, sentiu algo quente dentro dela que&lt;br /&gt;não lhe pertencia mas a completava. Os movimentos do&lt;br /&gt;sexo dele dentro e fore do dela faziam a mesa mexer o&lt;br /&gt;prato e  entornar a mistura nojenta em cima do cabelo&lt;br /&gt;e na cara . Ela bebeu  pelo nariz e pela boca enquanto&lt;br /&gt;respirava e pelos olhos. Ele só parou quando o prato&lt;br /&gt;estava já vazio.&lt;br /&gt;Parou e dasamarrou-a. Passou-lhe a mão pelos cabelos&lt;br /&gt;molhados, pelo pescoço, como se ela fosse um gato. Ela&lt;br /&gt;encostou a cabeça ao peito dele, delicadamente. O&lt;br /&gt;rapaz saiu da cozinha e subiu as escadas. Ela ouviu&lt;br /&gt;uma porta no andar de cima a fechar e o som de uma&lt;br /&gt;chave a trancar. Ficou sozinha. Por instantes sentiu o&lt;br /&gt;silencio e depois saiu fechando a porta entre o&lt;br /&gt;corredor e o jardim sem barulho. A calma da porta&lt;br /&gt;fechada atraz dela dava a impressão que nada tinha acontecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-116335398522302724?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/116335398522302724/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=116335398522302724' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116335398522302724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/116335398522302724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/11/6.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-115971129202595427</id><published>2006-10-01T07:01:00.000-07:00</published><updated>2006-10-01T07:04:42.380-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7071/1299/1600/Woman_readingWB.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7071/1299/400/Woman_readingWB.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;5. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de irmos até um bar beber um copo, fomos já tarde, para um outro bar com pista de dança com muito bom som para curtir o resto da noite. Éramos cerca de oito ou nove, não sei bem. Lá dentro estava calor, suávamos e o ar denso cheio de fumo de tabaco era quente. Estávamos todos um pouco bêbados e a curiosidade entre todos era grande, e que um cruzamento de atracões acabou por restringir o grupo a apenas quatro elementos, sendo este: dois rapazes e duas raparigas. Todos tínhamos interesse por alguém em particular neste novo grupo, embora nem todos estávamos em sintonia. O que é certo é que eu e ela estávamos. A forma como ela dançava ao som dos Interpol, dos Bloc Party ou dos Yeah Yeah Yeahs deixava-me extremamente excitado, aproveitando eu ao máximo todos os momentos para lhe tocar enquanto dançávamos. Pequenos toques, por vezes num seio, outras vezes nas costas mas que me davam um prazer enorme e que me estavam a aproximar cada vez mais do seu corpo. Enquanto isso éramos ambos seduzidos por o outro rapaz e a rapariga morena que fechava este novo e pequeno grupo que se tinha afastado dos outros. Eu era seduzido por ele enquanto que a rapariga seduzia-a e tentava, quando possível dar pequenos toques na mesma rapariga loira que eu. Quando tocava o último single dos the strokes e a musica atingia o seu êxtase, no meio dos encontrões um desconhecido entornou cerveja no meu braço. Olhei para o braço e imediatamente fui lambido no braço pela miúda morena e logo de seguida por ela. Uma lambidela daquelas que se dá nos gelados, com a língua bem de fora! De seguida entornamos propositadamente cerveja nos braços uns dos outros só para nos podermos lamber uns aos outros. O ambiente estava sem dúvida a ficar mais quente e todos nós desinibiamos-nos cada vez mais à medida que bebíamos mais uma cerveja, a par de um som que tocava agora New Order. Já tinha os boxers molhados de toda aquela situação, e não consegui tirar os olhos daquele corpo, daqueles seios que apenas via a nu um pouco através do ligeiro decote. O calor lá dentro era cada vez mais e eu transpirava imenso. Escorria suor pela minha testa, e que ela passando a mão pela testa percorreu toda a minha face até a abandonar depois de uma passagem nos meus lábios que me fez provar o sabor salgado do meu suor. Durante aqueles segundos o prazer foi fantástico, uma carícia que me deu prazer como muitas fodas juntas não deram, o que não sei se foi o álcool que me faz acreditar nisso, o que sei é que me lembro perfeitamente da forma como me olhava quando me tocava e de sentir a água da testa molhar toda a minha face. A minha vontade era agarrar nela e leva-la para a casa de banho e apalpa-la toda, mas aquele jogo de sedução estava a dar-me outro tipo de prazer, o prazer de ser seduzido e de seduzir, de querer aproximar-me mas com uma calma enorme, passando de um subtil toque no seio para um ligeiramente mais ousado, um em que sinta o seu mamilo duro, ou um toque na perna que mais tarde evolui para um encostar das costas da mão no seu sexo. Sei é que não queria que o DJ parasse de colocar aquelas músicas que nos faziam vibrar. A outra miúda era bem mais ousada nos toques! Lembro-me de ela, enquanto lhe sussurrava ao ouvido discretamente lhe agarrar o seio em toda a sua totalidade apertando-o firmemente, e de como ela semicerrou os olhos como que engolindo um leve gemido de prazer. Excitou-me imenso a imagem de elas as duas a comerem-se ali mesmo, mas aquele foi o gesto mais ousado. Apalpei a miúda morena e com essa sim fui bem mais ousado. Apalpei-lhe o sexo com violência e embora usasse jeans senti-a molhada, e acho que aqueles dois ou três segundos em que a toquei foram suficientes para a fazer vir ali no meio de toda aquela gente. Quanto a mim, prolonguei aquela dor, não me queria vir para poder gozar daquela dor, daquela ansiedade que eu não queria que acabasse. Queria que a noite continuasse só com aquelas subtis descobertas do corpo daquela miúda loira que me excitava tremendamente. Tocaram mais musicas e apesar de a possibilidade de usar a casa de banho para me masturbar ou arranjar alguém para o fazer serem uma opção, continuei com aquela dor a dançar todas as músicas e já não tenho bem a certeza se a noite acabou ou se alguma vez a dor chegou a passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-115971129202595427?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/115971129202595427/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=115971129202595427' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115971129202595427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115971129202595427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/10/5.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-115927925012069930</id><published>2006-09-26T06:59:00.000-07:00</published><updated>2006-09-26T07:00:50.136-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/1600/woman_reading.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/400/woman_reading.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-115927925012069930?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/115927925012069930/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=115927925012069930' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115927925012069930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115927925012069930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/09/blog-post.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-115775501510415546</id><published>2006-09-08T15:31:00.000-07:00</published><updated>2006-09-08T15:52:58.490-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>4. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era início de Primavera, apesar de estarmos em Janeiro e do frio do novo ano que se anunciava nos prender as mãos de geada. Ainda era Inverno, mas toda a explosão da natureza ameaçava os nossos dias, com botões de flor em apoteose, espigas altivas e inusitantes, relvas verdes da orvalhada matinal. Acordei uma manhã inquieta, tarde para o trabalho. Vesti-me a correr, enfiando-me numa calças de ganga justas e provocantes, que ora me incomodavam, ora me iniciavam no prazer. Fiz-me à estrada, atrasada e sempre generosa no acelerador, acabei por embater num carro estacionado. Fiquei aflita – atraso, embarro, ninguém no carro, uma rua tranquila, como faço? Decido encaminhar-me para a porta da casa em frente. Toco levemente. Aguardo momentos, um homem de toalha na cintura abre a porta, e o meu clitóris dá um salto quando o vê. Fixamos o olhar longamente, sem conseguirmos articular palavra. Sem me mover, absorvo as suas pupilas que se dilatam, a boca que se entreabre, o início de uma possível respiração ofegante. Abro a boca, sem saber se me iam sair as palavras sobre o carro ou se para o beijar. Avanço. Beijo. Sinto de imediato um volume de encontro às minhas calças, enquanto os meus lábios se perdem na sua humidade matinal, uma boca ainda com sabor a café, uma pele ainda quente do banho. Enrolados nos dois, deixamos a porta fechada para trás, os meus sapatos na madeira da entrada. As suas mãos recém despertas envolvem-me as pernas e o rabo, enquanto que penso sem ter tempo para pensar que estou atrasada mas que me quero vir, que as calças me apertam e de tão quentes quase que rebentam, ou rebento eu e explodimos juntos. A toalha cai, olho a tesão do prolongamento do torso grego enquanto ele me afaga os mamilos e me desaperta primeiro a camisola, depois as calças, e me lambe desde o ombro até à costura interna das cuecas. Encosto-me à parede, numa seminudez de roupa interior remexida e fora do sítio, enquanto os seus dedos ágeis deslocam as minhas cuecas para o lado, metade enfiada entre as nádegas metade contra a coxa, e entre o suave e o excitado desenha-me linhas desde o clitóris, pelos lábios, até à entrada da vagina. Sinto os seus dedos húmidos, e agora também a sua língua dura que inicia um diálogo firme com o meu clitóris inchado de prazer. Estremeço a cada passagem, ele passa a língua por todo o lado, as minhas coxas escorregam, os seus dedos cada vez mais molhados escorregam e entram em mim, até ao momento em que escorrego  pela parede e louca de prazer sento-me nele, sobre o membro erecto dele, que me penetra como se fosse uma estátua, mas quente e vibrante e confortável e excitante como só um bom homem pode ser. Os meus seios apontam para todo o lado, para o tecto, rodam nas suas mãos e nos seus lábios que cheiram a mim e aos meus. A sua mão desliza novamente até ao meu alto, toca-me, gemo e espeto-lhe as unhas nas costas, sem querer magoar mas sem me controlar, e num vaivém remexido e giratório ele grita que está se quase a vir. Fico ainda mais excitada com o seu prazer, e ele cada vez mais com o meu esfrega-me loucamente o botão, até que arfando me venho, um orgasmo relâmpago e longo, para imediatamente a seguir vir-se ele também, e caimos &lt;br /&gt;fulminados como por um raio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-115775501510415546?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/115775501510415546/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=115775501510415546' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115775501510415546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115775501510415546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/09/4.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-115659803711386232</id><published>2006-08-26T06:12:00.000-07:00</published><updated>2006-08-26T06:13:57.123-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/1600/182676.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/320/182676.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-115659803711386232?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/115659803711386232/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=115659803711386232' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115659803711386232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115659803711386232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/08/blog-post.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-115654684475782841</id><published>2006-08-25T16:00:00.000-07:00</published><updated>2006-08-25T16:04:59.833-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>3. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu querido cinqüentão&lt;br /&gt;Nunca gostei de homens mais velhos, sempre mantive por eles uma espécie de aversão. Não suportava ouvir minha amigas falando dos “coroas” com quem elas ficavam. Eu gostava mesmo era de rapazes da minha idade, que tinham os mesmos pensamentos, os mesmos planos. Homem pra mim tinha que ter cabelo farto; nunca aceitei barriga, rugas e nem cabelos brancos.&lt;br /&gt;Até que um dia, meio que sem querer, eu vejo passar um cinqüentão, com o corpo malhado, cabelos grisalhos, com idade para ser meu pai, desfilando muito bem vestido pela rua de casa. Seu perfume podia ser sentido a metros de distância. Era um típico galã de Hollywood. Uma mistura do que há de melhor entre George Clooney e Mel Gibson. O sonho de consumo de qualquer mulher em pleno estado de consciência. Confesso que fiquei um tanto confusa, sem saber ao certo o que senti quando o vi pela primeira vez. Estava espantada comigo mesma.&lt;br /&gt;O fato é que, a partir deste dia, eu habitualmente passei a esperar o “meu cinqüentão” passar pela rua. Mesmo que fosse só para sentir o seu perfume. Eu mantinha a esperança de que um dia ele viria falar comigo, confessar que também se sentia atraído por mim, apesar da minha pouca idade.&lt;br /&gt;Eu tinha 19 anos e modéstia a parte, era uma morena de parar o trânsito, pernas e bunda maravilhosas, o cabelo sempre bem tratado, minha pele era divina. Eu estava certa de que ele me notava toda vez que passava por mim. Até que um dia, quando eu menos esperava, ele passou, me despiu com o olhar e com uma voz carregada de tesão, disse que me desejava, que estava louco por mim, que sonhava comigo todas as noites.&lt;br /&gt;Num primeiro momento eu não acreditei que aquilo realmente havia acontecido, eu estava meio fora de mim, era como se eu flutuasse. Fiquei completamente anestesiada. Só o que consegui dizer, foi que eu também estava louca por ele e, num momento de loucura, pedi para que ele me procurasse naquela mesma noite.&lt;br /&gt;Então, atendendo ao meu pedido, lá estava ele, com seu carro estacionado em frente a minha casa, me aguardando. Como quem não esperava ninguém, sai com o cabelo propositalmente bagunçado, mas muito bem perfumada, uma blusa bem decotada e um shortinho bem curto e apertado, que mostrava minhas pernas e destacava meu bumbum.&lt;br /&gt;Ele não conseguiu disfarçar a empolgação. Seus olhos estavam vidrados. Mal entrei no carro e ele já começou a me beijar e acariciar minhas pernas. Era a loucura mais gostosa que eu já havia feito. Eu nunca havia sentido um homem com tanto tesão quanto ele, isso me deixava cada vez mais louca, com mais vontade de sentir sua mão deslizando pelo meu corpo. Me entreguei completamente, já não tinha mais limites, já não tinha mais controle sobre mim.&lt;br /&gt;O carro estava em uma rua deserta, com pouca luz. Só o que podia se ver era a silhueta do meu corpo, despido, sendo beijado . O calor estava aumentando, eu gemia de prazer, estava toda molhadinha. Como um louco, ele tirou minha calcinha e começou a me chupar. Eu me contorcia toda, minhas pernas tremiam, nunca havia sentido nada parecido. No banco de trás, começamos fazer um meia-nove. Nunca havia chupado ninguém com tanta vontade, quanto mais ele me chupava, mais vontade eu tinha de sentir aquela rola maravilhosa na minha boca. Ele também ficou todo molhado, gemendo de prazer, ficamos naquela posição por um bom tempo, até o momento em que ele me puxou para cima dele, e penetrou em mim. Ele tinha o pênis grosso, foi uma sensação indescritível, mágica. Eu já não sentia mais meu corpo, só o que eu podia sentir era ele me penetrando. Ele me apertava de uma forma louca, beijava meu pescoço, acariciava meus seios como ninguém.  De repente, como se um turbilhão invadisse meu corpo, eu comecei a gozar, gemendo como uma louca. Foi o orgasmo mais demorado que eu já tive. Depois de me fuder mais um pouco, ele pediu para que eu o chupasse novamente. Imediatamente eu comecei. Ele estava queimando de prazer. Eu fiz o boquete mais gostoso da minha vida. Então, ele começou a gemer loucamente e gozou na minha boca. Isso me deu mais tesão ainda. Ele gozava sem parar. Eu me lambuzei toda, não queria tirar seu pinto da minha boca. Chupei até ele me pedir pra parar. Então, ele me penetrou novamente e com o pênis bem duro, me fez gozar outra vez. Fizemos sexo por um bom tempo ainda. Todas as terças-feiras, ele me buscava em casa e me chupava todinha, me fazia gozar três ou quatro vezes na noite e eu, em retribuição, fazia-o gozar na minha boca. Foram os melhores dias da minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-115654684475782841?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/115654684475782841/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=115654684475782841' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115654684475782841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115654684475782841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/08/3.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-115654630036504701</id><published>2006-08-25T15:50:00.000-07:00</published><updated>2006-08-25T15:51:40.380-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>2. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem fantasma&lt;br /&gt;Ela tinha 35 anos era casada e tinha dois filhos.&lt;br /&gt;Um dia chegou à empresa onde trabalhava um novo estagiário. Era jovem e bonito, tinha um sorriso rasgado e fazia-a rir.&lt;br /&gt;Ela já não estava habituada a que rapazes demorassem os olhos no seu decote. De manhã vestia-se a pensar nesse olhar.&lt;br /&gt;Esperava ansiosamente a hora do café e durante 5 minutos esquecia-se da roupa para passar, dos trabalhos de casa do mais velho, da asma da mais nova, da conta da luz, do relatório de contas, dos ficheiros danificados no computador, das horas extraordinárias do marido. Durante 5 minutos o sorriso daquele rapaz fazia-a sentir-se só ela.&lt;br /&gt;Passaram meses e numa manhã de Inverno ele não apareceu à hora do café, os colegas explicaram que tinha terminado o estágio. Ela estranhou a súbita dor na boca do estômago, a náusea. Nesse dia o computador encravou cinco vezes. Nos dias seguintes não teve vontade de tomar café.&lt;br /&gt;Depois, tudo voltou ao normal. Os filhos, o marido, as contas, a roupa, os relatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa manhã de sábado o marido roncava, a televisão guinchava desenhos animados, os filhos disputavam ardentemente um brinquedo qualquer.&lt;br /&gt;O dia estava claro morno. Ela estava parada na entrada quando o viu. Primeiro uma imagem desfocada atrás do vidro fosco da porta do corredor. Depois o rapaz. Nu. Passou por trás dela sem a ver e foi à cozinha. Abriu o frigorífico e bebeu o leite directamente do pacote. Sacudiu os cabelos com a mão, num gesto que ela já lhe reconhecia tão bem e dirigiu-se à casa de banho. Ela ouviu o chuveiro começar a correr.&lt;br /&gt;Estupefacta, olhou para a cara impávida da vizinha que encostada à ombreira continuava a discorrer sobre porque é que o vizinho do 5º esquerdo era uma grande porco. Achou que ainda devia ter muito sono.&lt;br /&gt;Continuou a fazer “hum” esporadicamente à vizinha, que demorou a resolver ir embora.&lt;br /&gt;Preparou o chocolate e as torradas dos miúdos, que relutantemente se dirigiram à cozinha depois dela ter ameaçado aos berros deixar de pagar a TVCabo.&lt;br /&gt;Reparou que o barulho do chuveiro tinha parado. O rapaz saiu da casa de banho. Antes de ter tempo para pensar “mas o que é que ele está aqui a fazer?” reparou como era lindo com a pele húmida e o cabelo molhado.&lt;br /&gt;Os filhos continuaram entretidos a soprar com as palhinhas para dentro das canecas para ver quem conseguia deitar mais leite por fora, sem levantarem os olhos para o Adónis reluzente que passava agora mesmo ao lado deles. Ele também parecia não os ver.&lt;br /&gt;Foi a vez de chegar o marido, em calças de pijama e com os olhos inchados. Pediu-lhe que lhe preparasse um leite com café e umas torradas, que ainda tinha que ir de manhã ao escritório tratar de umas coisas e lembrou-lhe que o almoço tinha de ser à uma em ponto porque, como ela sabia, de tarde tinha o jogo de futebol do costume.&lt;br /&gt;Também ele parecia indiferente ao rapaz que agora tomava café e fumava um cigarro, reclinado no parapeito da janela. As gotas ainda lhe desciam pelo sulco da espinha para se infiltrarem no meio das nádegas redondas, que se apertavam num desenho perfeito.&lt;br /&gt;O marido arranjou-se e saiu. Os filhos foram brincar para casa dos vizinhos.&lt;br /&gt;O rapaz continuava a passear nu pela casa. Estava agora na sala a passar os olhos pelo jornal do dia anterior.&lt;br /&gt;Tocou-lhe no ombro, mas ele não se voltou. Beliscou-o. Nada…&lt;br /&gt;Começou, então, a acariciar-lhe o sexo, sentiu-o endurecer na sua mão. Ele voltou a passar a mãos pelo cabelo, no tal gesto familiar. Pousou o jornal. A sua glande brotou do prepúcio, ele olhou para baixo e sorriu. Ela parou e ficou a olhá-lo, com o sangue a ferver nas veias, à espera que ele a olhasse nos olhos e lhe falasse a qualquer momento, mas não. Ele continuava a não ver. Continuava a sorrir para sua própria glande como quem já não a via há muito tempo. Começou a masturbar-se.&lt;br /&gt;Ela olhou para todos os lados para ter a certeza que estava sozinha levantou a saia e meteu as mãos dentro das suas cuequinhas brancas.&lt;br /&gt;Ajoelhou-se à frente do rapaz e ele gemeu quando ela lhe tocou, a medo, com a língua na glande. Começou a masturbar-se mais depressa enquanto ela o lambia, ofegante. Deixou-se cair no sofá, mas ela continuou, sentindo também os seus próprios líquidos quentes entre os dedos.&lt;br /&gt;Ele murmurou o nome dela quando se veio. Ela sentiu o esperma escorrer-lhe pelo queixo e pelos seios.&lt;br /&gt;Ele ficou no sofá uns minutos, com a cabeça deitada para trás e os olhos fechados. Ela limpou a boca com as costas da mão e ficou a olhar para ele, sentada no chão.&lt;br /&gt;O rapaz levantou-se foi-se lavar e vestir. Depois saiu.&lt;br /&gt;Ela ficou ainda algum tempo sentada no chão.&lt;br /&gt;Depois olhou para o relógio e sobressaltou-se. O almoço à uma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira o computador voltou a encravar, o chefe voltou a dizer-lhe que ela tinha o trabalho atrasado, a estagiária nova continuou a gaguejar cada vez que se dirigia ao chefe.&lt;br /&gt;Ao fim da tarde, quando saiu estava vento e o dia escurecia. Viu o rapaz parado na rua, em frente a uma montra de máquinas fotográficas.&lt;br /&gt;-Olá! - disse ela, pensando que ele não a ia ver outra vez. Mas ele voltou-se e rasgou aquele sorriso – Olá! Então?&lt;br /&gt;Sentaram-se para tomar café. Ela disse que ele fazia falta na empresa e ele disse que tinha gostado de lá estar. Falaram mais 5 minutos sobre qualquer coisa sem importância. Ele fê-la rir. Ela teve vontade de lhe perguntar como tinha sido a manhã de sábado dele, mas achou melhor não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-115654630036504701?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/115654630036504701/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=115654630036504701' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115654630036504701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115654630036504701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/08/2.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-115646177109628002</id><published>2006-08-24T16:22:00.000-07:00</published><updated>2006-08-24T16:22:51.100-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>1. Crónica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Escritório&lt;br /&gt;Eu era uma menina de 16 anos quando ele me contratou pra estagiar como secretária. De cabelos lisos e os olhos cor de mel, eu chamava atenção dos homens com meu bumbum avantajado e meus seios ainda pequenos, porém firmes, que ganhavam destaque dentro das blusinhas quase transparentes e coladas que eu usava. Apesar de menina, eu gostava de provocar os homens. Os olhares e cantadas que eu ganhava faziam bem ao meu ego.&lt;br /&gt;Leonardo era o nome do meu chefe. Um homem maduro, de cabelos grisalhos e olhos verdes. Era um galanteador inveterado, que me tratava como um bibelô. Fazia questão de me ensinar tudo da maneira que o agradava mais. Eu, por minha vez, fazia questão de por em pratica tudo o que minhas amigas me ensinavam a respeito de como conquistar um homem mais velho. Sempre me dirigia a ele com a voz melosa, de menina meiga e indefesa e Leo me tratava de um jeito especial, que deixava as outras mulheres que trabalhavam conosco morrendo de inveja.&lt;br /&gt;Dava pra ver dentro dos olhos dele que eu era a ninfeta com a qual ele sempre sonhara. Todos os dias, quando chegava ao escritório, ele me devorava com olhares e me dava um sorrisinho manjado de canto de lábio, como quem pretendia dizer que ainda iria provar do sabor dos meus lábios.&lt;br /&gt;Ainda donzela, meu sonho era perder a virgindade com ele. Eu ficava arrepiada só de imaginar aquelas mãos macias passeando por outras regiões do meu corpo.&lt;br /&gt;Fiquei trabalhando na empresa como secretária de Leo por dois anos, sem que ele me desse um beijo sequer.&lt;br /&gt;Confesso que até já tinha perdido as esperanças, porém, continuei imaculada esperando pelo homem certo, que em minha cabeça, não era outro se não meu chefe.&lt;br /&gt;No final do ano passado, dia 28 de dezembro de 2005, ele me convidou para fazer hora-extra e ajudar no fechamento do balanço anual. O convite não me agradou muito, mas eu não consegui recusar.&lt;br /&gt;Ficamos trabalhando até as 23 horas, quando enfim, conseguimos terminar o serviço. Todos saíram e ficamos apenas os dois no escritório. Ele apagou as luzes e a sala ficou levemente iluminada pela luz do poste externo que entrava por entre as persianas.&lt;br /&gt;Eu me levantei pensando que iríamos embora, mas ele fechou a porta. Então, eu voltei a sentar na cadeira aguardando a próxima ação dele. Meu coração pulsava forte. Confesso que fiquei assustada, sem saber o que aconteceria. Ele se sentou na cadeira ao lado da minha, pegou minha mão, deu um beijo e me agradeceu pela ajuda.&lt;br /&gt;Então eu pedi pra que ele me levasse pra casa, certa de que ele me levaria. Errei, ele me disse que naquela noite eu não iria embora.&lt;br /&gt;Sem saber o motivo da recusa, me levantei e fui até a porta. Rapidamente ele me segurou por trás, bem firme pela cintura e sem dizer nada me deu um beijo na nuca. Eu me arrepiei por inteiro.&lt;br /&gt;Tentei me livrar de seus braços, mas não consegui. Quando dei por mim já estava no meio de um beijo intenso, grudada no corpo dele sem vontade de soltar. Senti dentro de mim que havia chegado a hora de me entregar e foi isso que eu fiz. Com tesão e carinho ele tirou minha blusa e começou a passar a língua nos meus seios.&lt;br /&gt;Ele passeava com as mãos pelo meu corpo como se fosse um louco. Em pouco tempo já tinha tirado minha roupa inteira. Receosa, eu disse que era virgem e pedi pra ele ter cuidado. Então, ele abriu minhas pernas e começou a me chupar. Foi uma coisa estranha, mas confesso que adorei. Ele chupava meu sexo todinho, enfiava a língua e depois chupava o grelinho. Fiquei louca e pedi pra chupá-lo também. Ele colocou aquele membro groso na minha boca. Eu não sabia o que fazer e pedi pra ele me dizer como chupar. Ele me ensinou direitinho e depois de não agüentar mais e tesão, me mandou deitar na mesa de reuniões e me fez mulher. Juro que não senti dor e não sangrou nada. Não cheguei a gozar naquela vez, mas foi muito bom. Enquanto nos transávamos, ele lambia meus mamilos e passeava com a língua pela minha boca.&lt;br /&gt;Depois que gozou a primeira vez, ele me colocou de joelhos numa cadeira e disse pra eu em apoiar na mesa. Então, praticamente de quatro, ele me penetrou por trás. Ele me agarrava forte, apertava minha bunda e me beijava o pescoço. Eu estava toda molhadinha.&lt;br /&gt;Pra me deixar mais excitada ele passava o dedo no meu clitóris bem rapidinho. Eu gemia de prazer. Não estava me agüentando mais. Eu pedia pra ele parar, mas ele não me dava trégua. Ele mexia bem forte, de um jeito que eu me sentia completamente preenchida. Foi uma maravilha. Na hora de gozar ele tirou o pinto pra fora e me deu um banho de gala quente. Fiquei super excitada. Depois de tomarmos um banho, ele me levou pra casa. Na hora da despedida, me deu um beijo super apaixonado e disse que eu não precisaria ir trabalhar no dia seguinte. No outro dia ele foi me visitar de noite e fomos até um motel. Dessa vez sim ele me fez gozar. Fiquei apaixonada.&lt;br /&gt;Desde aquele dia, toda semana nós nos encontramos e ele me faz mulher! Me dá todo o prazer que eu mereço! Me enlouquece!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-115646177109628002?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/115646177109628002/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=115646177109628002' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115646177109628002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115646177109628002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/08/1.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-115646144479646432</id><published>2006-08-24T16:11:00.000-07:00</published><updated>2006-08-24T16:17:24.820-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>OLÁ, TIVE QUE FAZER UM PEQUENO RECUO. AS CRÓNICAS SÃO PAGAS, MAS A 10 EUROS. MIL DESCULPAS. &lt;br /&gt;ISTO PORQUE RECEBEREI EM BREVE UM CONJUNTO DE CRÓNICAS DE UMA VEZ SÓ! QUEM ENVIOU ATÉ AGORA, O PREÇO É DE 15 EUROS E SÓ A PARTIR 10 EUROS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-115646144479646432?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/115646144479646432/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=115646144479646432' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115646144479646432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115646144479646432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/08/ol-tive-que-fazer-um-pequeno-recuo.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-115559571218873032</id><published>2006-08-14T15:38:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T15:49:40.086-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PODEM CONTINUAR A USAR O EMAIL DAS FANTASIAS: MIS_AMIS@BUST.COM OU ENTREGAR-ME PESSOALMENTE OU AINDA ENVIAR POR CORREIO...O MELHOR MEIO CONTINUA A SER A WWW! EM QUALQUER CASO NÃO ENVIEM PARA OS COMMENTS OS TEXTOS FINAIS. MAIS TARDE COLOCO-OS NOS COMMENTS PARA PARTILHAR COM TODAS/OS. PARA EFECTUAR O PAGAMENTO, POSSO USAR O NIB QUE É MAIS SEGURO. ACEITAM-SE SUGESTÕES PARA TORNAR ESTE PROCESSO MAIS EFICAZ. ATENÇÃO: SÓ SE RECUSAM-SE TEXTOS QUE SE DESVIEM TOTALMENTE DO ASSUNTO E QUE NÃO TENHAM QUALIDADE (VÁ LÁ, BOA LITERATURA POR FAVOR!).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-115559571218873032?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/115559571218873032/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=115559571218873032' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115559571218873032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/115559571218873032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/08/podem-continuar-usar-o-email-das.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29213057.post-114938617980568508</id><published>2006-06-03T18:55:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T15:37:55.756-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/1600/358.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6423/2420/400/358.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LITERATURA :: PROCURO CRÓNICAS ERÓTICAS DE QUALIDADE...DESAFIO-TE A DESENVOLVER AS TUAS FANTASIAS EM PEQUENAS HISTÓRIAS DE UMA PÁGINA A4. ESTE SERVIÇO SERÁ PAGO POR TRANFERÊNCIA BANCÁRIA A 15 EUROS / PÁGINA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29213057-114938617980568508?l=wanda-button.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wanda-button.blogspot.com/feeds/114938617980568508/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29213057&amp;postID=114938617980568508' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/114938617980568508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29213057/posts/default/114938617980568508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wanda-button.blogspot.com/2006/06/literatura-procuro-crnicas-erticas-de.html' title=''/><author><name>isabel carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_SnJA_4kCzL8/TJs_tbynMKI/AAAAAAAAC4w/pkKPWJjC4v8/S220/isabel.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
